6 de set de 2013

Capítulo 1 - Crescendo



Praia Delphic, Maine.
Presente.

Joe estava de pé atrás de mim, suas mãos nos meus quadris, seu corpo relaxado. Ele tinha um metro e oitenta e oito centímetro de um corpo magro e atlético que nem uma calça jeans larga e camiseta conseguiam esconder. A cor de seu cabelo dava uma surra na cor da meia-noite, com olhos que combinavam. Seu sorriso era sexy e alertava encrenca, mas eu convencera de que nem toda encrenca era ruim. Acima, fogos de artifício iluminavam o céu noturno, chovendo rios de cor no Atlântico. A multidão fez ohhs e ahhs. Era fim de junho, e Maine estava entrando no verão com tudo, celebrando o começo de dois meses de sol, areia, e turistas com bolsos cheios. Eu estava celebrando ddois meses de sol, areia, e muito tempo exclusivo com Joe. Eu tinha me matriculado em um curso da escola de verão _quiímica_ e tinha toda a intenção de deixar Joe monopolizar o resto do meu tempo livre. O departamento dos bombeiros estava soltando os fogos de artifício em uma doca que não poderia estar a mais de cento e oitenta e três metros da praia onde estávamos, e eu sentia o retumbar de casa um vibrando na areia sob meus pés. Ondas batiam na praia logo abaixo da colina, e a música do festival tocava ao máximo. O cheiro de algodão doce, pipoca, e carne fritando pairava densamente no ar, e meu estômago me lembrou que eu não tinha comido desde o almoço.
_Vou pegar um cheeseburger_ eu disse ao Joe. _Quer alguma coisa?
_Nada do menu_ Eu sorri.
_Ora, Joe, está flertando comigo?_ Ele beijou o alto da minha cabeça
_Ainda não. Eu pego o seu cheeseburger. Curta o fim dos fogos de artifício.
Eu peguei um dos passadores de cinto de sua caçã para pará-lo.
_Valeu, mas eu vou pedir. Não consigo aguentar a culpa._ Ele levantou suas sombrancelhas em inquisição.
_Quando ofi a última vez que a garota na barraca de hambúrguer deixou você pagar pela comida?
_Faz um tempo
_Faz desde sempre. Fique aqui. Se ela te ver, passarei o resto da noite com uma consciência culpada_ Joe abriu sua carteira e tirou uma nota de vinte.
_Deixe uma bela gorjeta para ela. _ Foi a minha vez de levantar minhas sombrancelhas.
_Tentando se redimir por todas aquelas vezes que pegou comida de graça?
_Da última vez que eu paguei, ela me caçou e enfiou o dinheiro no meu bolso. Estou tentando evitar outra apalpação._ Parecia invenção, mas conhecendo o Joe, provavelmente era verdade. Eu busquei o fim de uma longa fila que se enrolava na barraca de hambúrguer, achando-a perto da entrada para o carrosel interno. Julgando pelo tamanho da fila, eu estimei uma espera de quinze minutos só para fazer meu pedido. Uma barraca de hambúguer na praia inteira. Parecia muito anti-americano. Após alguns minutos de espera impaciente, eu estava dando oque devia ser minha décima olhada entediada ao redor quando avistei Taylor Swift parada a dois lugares atrás. Taylor e eu tinhamos frequentado a escola juntas desde o jardim-de-infância, e nos onze anos desde então, eu a tinha visto mais do que eu gostaria de lembrar. Por causa dela, a escola toda tinha visto mais que o necessário das minhas roupas de baixo. No ensino fundamental, o modus operandi de Taylor era roubar meu sutiã do meu armário do vestiário e o prender no quadro de avisos do lado de fora dos escritórios principais, mas ocasionalmente ela ficava criativa e os usava como pela de centro na lanchonete. Meus dois bojos tamanho 34 cheios de pudim de baunilha e com cerejas marasquino no topo. Classudo, eu sei. As saias de Taylor eram dois tamanhos menores e doze centímetros curtas demais. Seu cabelo era de um loiro morando, e ela tinha o formato de um palito de picolé. Vire-a de lado e ela praticamente desaparecia. Se houvesse um placar checando as vitórias e derrotas entre nós, eu tinha bastante certeza que Taylor tinha dobrado os meus pontos.
_Ei,_ Eu disse, despropositalmente capturando sua atenção e não vendo nenhuma alternativa para um cumprimento mínimo.
_Ei, _ ela retornou no que com muito esforço passava como um tom civil. Ver Taylor na Praia Delphic hoje à noite era como brincar de Ache o Erro na Figura. O pai de Taylor era dono da revenda de Toyta em Coldwater, sua familia vivia numa elegante vizinhança na encosta de uma colina, e os Swifits tinham orgulho em serem os únicos cidadãos de Coldwater bem-vindos no pretigioso Clube de Iate de Harraseeket. Nesse exato minuto, os pais de Taylor estav am provavelmente em Freeport, correndo em veleiros e pedindo salmão. Em contraste, Delphic era uma praia vagabunda. Pensar em um bluce de iate era ridículo. O único restaurante tomava a forma de uma barraca de hamburguer pintada de branca com você podendo escolher ou ketchup ou msotarda. Num dia bom, batatas fritas eram oferecidas na mistura. O entretenimento tendia na direção de arcadas barulhentas e carrinhos de bate-bate, e depois de escuro, o estacionamento era conhecido por vender mais drogas que uma farmácia. Não era o tipo de atmosfera na qual o Sr. e a Sr. Swift iriam querer que sua filha poluísse.
_Dá pra gente ir mais devagar, pessoal?_ Taylor gritou da fila _ Alguns de nós estão morrendo de fome aqui atrás.
_Só tem uma pessoa trabalho no balcão. _ Eu disse a ela
_E daí? Deveriam contratar mais pessoas. Oferta e procura.
Dado sua média, Taylor era a última pessoa que deveria estar recitando economia.
Dez minutos mais tarde eu fizera progresso, e estava próxima o bastante da barraca de hambúrguer para ler a palavra MOSTARDA rabiscada em caneta permanente preta no recipiente de esguicho comum amarelo. Atrás de mim, Taylor fez o negócio todo de mudar-o-peso-entre-os-quadris-e-suspira.
_Faminta com um F maiúsculo_ ela reclamou. O cara na fila na minha frente pagou e levou embora sua comida.
_Um cheeseburguer e uma Coca, _ Eu disse à garota trabalhando na barraca. Enquanto ela ficava sobre a grelha anotando meu pedido, eu me virei para Taylor. _Então. Com quem você está aqui?_ Eu não ligava particularmente com qume ela tinha vindo, especialmente já que não partilhávamos nenhum dos mesmo amigos, mais meu senso de cortesia ganhou de mim. Além do mais Taylor não tinha feito nada abertamente rude comigo em semanas; E ficamos em relativa paz pelos últimos quinze minutos. Talvez fosse o começo de uma trégua. Águas passadas  e tudo isso. Ela bocejou, como se falar comigo fosse mais entediante do que esperar na fila e encarar as costas das cabeças das pessoas.
_Sem ofensa, mas não estou com saco para papear. Estou na fila pelo que parecem ser cinco horas, esperando  por uma garota incompetente que obviamente não consegue conzinhar dois hambúrguer de uma só vez._ A garota atrás da bancada tinha sua cabeça abaixada, concentrando-se em tirar a película de carnes de hambúruges pré-preparadas da folha de cera, mas eu sabia que ela ouvira. Ela provavelmente odiava seu trabalho. Ela provavelmente cuspia secretamente nas carnes de hambúrgues quando virava de costas. Não ficaria surpresa se ao final de seu expediente ela fosse para seu carro e chorasse.
_O seu pai não se improta de você estar passeando na Praia Delphic?_ eu perguntei a Taylor, estreitando meus olhos ligeiramente. _ Pode macular a estimada reputação da família Swift. Especialmente agora que seu pai foi aceito no Blube de Iate de Harraseeket. A expressão de Taylor se esfriou.
_Fico surpresa do seu pai não se importar por voc~e estar aqui. Ah, espera. É mesmo. Ele está morto. Minha reação inicial foi choque. Minha segunda foi indignação pela sua crueldade. Um nó de raiva inchou minha garganta._ O quê?_ Ela discutiu com um dar de ombro. _Ele está morto. É um fato. Você quer que eu minta sobre os fatos?
_O que foi que eu já fiz para você?
_Você nasceu. _ Sua completa falta de sensibilidade me puxou de dentro para fora, tantoq eu eu nem tinha uma resposta. Eu peguei meu cheeseburguer e Coca da bancada, deixando a nota de vinte em seu lugar. Eu queria muito voltar correndo para Joe, mas isso era entre eu e a Taylor. Se eu aparecesse agora, uma olhada para o meu rosto diria a Joe que algo estava errado. Eu não precisava arrastá-lo para o meio levando um instante, sozinha, para me recompor, eu encontrei um banco à vista da barraca de hambúrguer e me sentei tão graciosamente quanto pude, não querendo dar a Taylor o poder de arruinar minha noite; A única coisa que faria esse momento pior era saber que ela estava observando, satisfeita por ter me enfiado num buraquinho nedo de auto-piedade. Eu dei uma mordida no cheeseburguer, mas ele deixou um gosto ruim na minha boca. Tudo em que conseguia pensar era em carne morta. Vacas mortas; Meu próprio pai morto. Eu joguei meu cheeseburguer no lixo e continuei andando, sentindo as lágrimas deslizarem pela parte de trás da minha garganta. Abraçando meus braços apertadamente pelos cotovelos, eu me apressei na direção dos banheiros móveis no fim do estacionamento, esperando chegar atrás de um boxe antes que as lágrimas começassem a cair. Havia uma fila firme escorrendo do sanitário feminino, mas eu fui caminhando até a entrada e me posicionei na frente de um dos espelhos cobertos de sujeira. Mesmo sob o bulbo de baixa voltagem, eu conseguia afirmar que meus olhos estavam vermelhos e vítreos. Eu molhei um papel-toalha e o pressionei nos meus olhos. Qual era o problema de Taylor? Oque eu já tinha feito a ela que fosse cruel o abstante para merecer isso? Puxando alguns fôlegos estabilizantes, eu esquadrinhei meus ombros e construí uma parede de tijolos na minha mente, colocando Taylor no lado mais longe dela. Por que eu ligava para o que ela dizia? Eu nem ao menos gostava dela. Sua opinião não significava nada. Ela era rude e egocêntrica e jogava baixo. Ela não me conhecia, e ela definitivamente não conhecia o meu pai. Chorar por causa de uma única palavra que caíra de sua boca era um desperdício. Supere, eu disse a mim mesma. Eu esperei até que o vermelho cercando meus olhos desbotasse antes de deixar o banheiro. Eu vaguei pela multidão, procurando pelo Joe, e o encontrei em um dos jogos de atirar bolas, suas costas para mim. Rixon estava ao seu lado, provavelmente apostando dinheiro na inabilidade de Joe derrubar um único pino de boliche. Rixon era um anjo caído que tinha uma longa história com Joe, e seus laços eram profundos, ao ponto de irmandade. Joseph não deixava muitas pessoas entrarem em sua vida, e confiava em menos pessoas ainda, mas se havia uma pessoa que conhecia todos os seus segredos, era Rixon. Até dois meses atrás, Joe também fora um ano caído. Então ele salvara a minha vida, ganhara suas asas de volta, e se tornara meu anjo da guarda. Ele devia jogar no time dos bonzinhos agora, mas eu sentia secretamente que sua conexão com Rixon, e com o mundo dos anjos caídos, significava mais para ele. E mesmo eu não querendo admitir, eu sentia que ele se arrependia da decisão dos arcanjos de fazê-lo meu guardião. Afinal, não era o que ele queria. Ele queria se tornar humano. Meu celular tocou, abalando-me de meus pensamentos. Era o toque da minha melhor amiga Miley, mas eu deixei a caixa de correio atender sua ligação. Com um aperto de culpa, eu notei vagamente que era a segunda ligação dela que eu evitava hoje. Eu justifiquei minha culpa pensando que eu a veria logo cedo amanhã. Joe por outro lado, eu não veria novamente até amanhã à noite. Eu planejava apreciar cada minuto que eu tinha com ele.
Eu o observei arremessar a bola numa mesa primorosamente alinhada com seus pinos de boliche, meu estômago agitando-se quando sua camiseta subiu pelas suas costas, revelando uma listra de pele. Eu sabia por experiência que cada centímetro dele era músculo duro e definido. Suas costas eram suaves e perfeitas, também, as cicatrizes de quando ele tinha caído uma vez novamente substituídas por asas, asas que eu, e todos os outros humanos, não conseguia ver.
_Cinco dólares que você não consegue fazer isso novamente,_ eu disse, vindo por trás dele. Joe olhou para trás e sorriu maliciosamente.
_Nçao quero seu dinheiro, Anjo.
_Opa, crianças, vamos manter essa conversa com classificação livre,_ Rixon disse.
_Todos os três pinos restantes, _eu desafiei Joe.
_De que tipo de prêmio estamos falando?_Ele perguntou.
_Maldição,_ Rixon disse._ Isso não dá para esperar até que estejam sozinhos?
Joe me lançou seu sorriso secreto, então deslocou seu peso de volta, segurando a bola em seu peito. Ele deixou seu ombro direito cair, deslocou seu braço e mandou a bola voando para frente o mais forte que pôde. Houve um crack! Alto e os três pinos restantes espalharam-se pela mesa.
_Aye, agora você está encrencada, amada,_ Rixon gritou para mim sobre a comoção causada por um pequeno grupo de espectadores, que estavam aplaudindo e assobiando para o Joe.
Joe se inclinou para trás contra a cabine e arqueou suas sombracelhas para mim. O gesto dizia tudo: Pague.
_Você se deu bem,_ eu disse.
_Estou preste a me dar bem.
_Escolha um prêmio,_ o velho comandando a cabine latiu para Joe, curvando-se para pegar os pinos caídos.
_O urso roxo,_ Joe disse, e aceitou um ursinho de pelúcia de aparência horrorenda com pêlo roxo desbotado. Ele o esticou para mim.
_Para mim?_ Eu disse pressionando uma mão em meu coração
_Você gosta dos rejeitados. Na mercearia, você sempre pega as latas amassadas. Estive prestando atenção._ Ele curvou seu dedo no elástico da minha calça jeans e me puxou para mais perto._ Vamos sair daqui.
_Oque você tinha em mente?_ Mas eu estava quente e palpitante por dentro, porque sabia extamente o que ele tinha em mente.
_Sua casa_ Eu balancei minha cabeça
_Não vai dar. Minha mãe está em casa. Podíamos ir para a sua casa,_ eu sugeri. Estávamos juntos a dois meses, e eu ainda não sabia onde o Joe morava. E não por falta de tentativa. Duas semanas num relacionamento parecia tempo o bastante para ser convidada, especialmente já que Joe vivia sozinho. Dois meses parecia um exagero. Eu estava tentando ser paciente, mas minha curiosidade continuava se metendo no caminho. Eu não sabia nada sobre os detalhes particulares e intimos da vida do Joe , como a cor da tinta em suas paredes. Se seu abridor de latas era elétrico ou manual. A marca de sabonete com a qual ele toma banho. Se seus lençóis eram de algodão ou seda.
_Deixe-me adivinhar,_ eu disse. _Você mora num composto secreto enterrado no ponto fraco da cidade.
_Anjo.
_Tem pratos na pia? Roupas de baixo sujas no chão? É muito mais particular que minha casa.
_Verdade, mas a resposta ainda é não.
_Rixon já viu sua casa?
_Rixon é sigiloso
_Eu não sou sigilosa?
Sua boca retorceu _Há um lado negro em ser sigiloso
_Se me mostrasse, teria que me matar?_ Eu adivinhei.
Ele enroscou seus braços ao meu redor e beijou minha testa.
_Quase. Quando é a hora de recolher?
_Às dez. Escola de verão começa amanhã_  Isso, e minha mãe tinha praticamente assumido um trabalho de meio período achando oportunidades em atrapalhar eu e Joe. Se eu tivesse fora com a Miley, eu poderia afirmar com certeza absoluta que minha hora de recolher teria sido esticado até as dez e meia. Eu não podia culpar a minha mãe por não confiar no Joe. Teve um ponto na minha vida quando eu me sentira de forma similar, mas seria extremamente conveniente se de vez em quando ela relaxasse sua vigilância. Como digamos, hoje à noite. Além do mais, não ia acontecer nada. Não com meu anjo da guarda parado há centímetros de mim.
Joe olhou para seu relógio
_Hora de partir


Heey you. Tudo bem com vocês?
Eu to ótima, gostaram do primeiro capítulo? 
aproveitem que não falta muito para que o clima fique tenso
Nessa história vai aparecer mais Taylor, Rixon e tal.
Espero que estejam gostando. Comentem.
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Beeijos

4 de set de 2013

Prológo


Coldwater, Maine Quatorze meses atrás.

As pontas do pilriteiro arranhavam a vidraça atrás de Harrison Lovato, e ele dobrou o canto de sua página, não mais capaz de ler com essa algazarra. Um vento furioso da primavera se atirava contra a casa da fazenda a noite toda, uivando e assobiando, fazendo com que as persianas batessem contra as tábuas com um bang! Bang! Bang! Repetitivo. O calendário podia ter mudado para março, mas Harrison sabia melhor e não pensava que a primavera estava a caminho. Com uma tempestade se aproximando, ele não ficaria surpreso em descobrir o campo congelado em brancura glacial de manhã. Para afogar o grito perfurante do vento, Harrison apertou o controle remoto, ligando “Ombra mai fu” de Banoncini. Então ele colocou outra lenha na fogueira, perguntando a si mesmo, não pela primeira vez, se ele teria comprado a casa da fazenda se soubesse quanto combustível precisava para aquecer um comodozinho, quanto mais todos os nove.
O TELEFENO GUINCHOU. Harrison pegou-o na metade so segunda toque, esperando ouvir a voz da melhor amiga de sua filha, que tinha o irritante hábito de ligar na hora mais tarde possivel da noite antes do fim do prazo da lição de casa. Uma respiração superficial e rápida soou em seu ouvido antes de uma voz quebrar a estática
_Precisamos nos encontrar. Quando pode estar aqui?_ A voz flutuou por Harrison, um fantasma de seu passado, deixando-o gelado nos ossos. Fazia muito tempo desde que ele ouvira a voz, e ouvindo-a agora só podia significar que algo tinha dado errado. Terrivelmente errado. Ele percebeu que o telefone em sua mão estava escorregadia com suor, sua postura rígida.
_Uma hora_ ele respondeu planamente. Ele foi devagar em devolver o telefone de mão. Ele fechou seus olhos, sua mente hesitantemente viajando para trás. Houvera uma época, há quinze anos, quando ele congelava ao som do telefone tocando, os segundos martelando como baterias enquanto ele esperava pela voz no outro lado falar. Com o passar do tempo enquanto ele esperavas pela voz no outro lado alar. Com o passar do empo, enquanto um ano pacífico substituía o outro, ele eventualmente se convenceu que era um homem que tinha deixado para trás os segredos de seu passado. Ele era um homem vivendo uma vida normal, um homem com uma linda familia. Um homem sem nada a temer. Na cozinha, parado sobre a pia, Harrison se serviu de um copo d’água e a engoliu. Estava totalmente negro do lado de fora, e seu reflexo de cera encarou de volta da janela diretamente à frente. Harrison assentiu, como se para dizer a si mesmo que tudo ficaria bem. Mas seus olhos estavam pesados com mentiras. Ele afroxou sua gravata para alivar a tensão dentro dele que parecia esticar sua pele, e serviu um segundo copo. A água nadou desconfortavelmente dentro dele, ameaçando voltar. Colocando o copo na bacia da pia, ele esticou sua mão para as chaves do carro na bancada, hesitando uma vez como se para mudar de ideia Harrison parou o carro na curva e desligou os faróis. Sentando na escuridão, soltando fumaça com a boca, ele absorveu as filas de casas de tijolos desmanteladas numa seção miserável de Portland. Fazia anos – quinze para ser exato- desde que ele coloca os pés na vizinhança, e dependendo de sua memória enferrujada, ele não tinha certeza se estava no lugar certo. Ela abriu o porta-luvas e returou um pedaço de papel amarelado pelo tempo. 1565 Monroe. Ele estava preste a sair do carro, mas o silência nas tuas o incomodou. Esticando sua mão para debaixo de seu assento, ele puxou uma Smith & Wesson* carregada e a enfiou no elático de sua calça na parte inferior de suas costas. Ele não tinha mirado uma arma desde a faculdade, e nunca fora de uma estande de tiro. O único pensamento claro em sua cabeça palpitante era de que ele esperava que ainda pudesse dizer isso daqui a uma hora.

O barulho dos sapatos de Harrison soavam altos na calçada deserta, mas ele ignorou o ritmo, escolhendo, ao invés, focar sua atenção nas sombras lançadas pela lua pretada. Acocorando-se mais profundamente em seu casaco, ele passou por jardins de terra confinada enclausurados por cerca de ele de corrente, as casas atém de deles escuras e silenciosamente misteriosas. Por duas vezes ele sentiu como se estivesse sendo seguido, mas quando ele olhou para trás, não havia ninguém. Na Monroe número 1565, ele se deixou passar pelo portão e deu uma volta pela parte de trás da casa. Ele bateu uma vez e viu uma sombra se mover alta atrás das cortinas de renda. A porta rangeu.
_Sou eu_ Harrison disse, mantendo sua voz baixa. A porta se abriu simplesmente o bastante para admiti-lo
_Você foi seguido?_ Foi perguntando a ele
_Não.
_Ela está encrencada.
O coração de Harrison se acelerou.
_Que tipo de encrenca?
_Quando ela fizer dezesseis, ele irá atrás dela. Você precisa levá-la para bem longe. Para algum lugar onde ele nunca a achará.
Harrison balançou a cabeça _ Não entendo_ Ele foi cortado por um olhar ameaçador
_Quando fizemos esse acordo, eu lhe disse que haveria coisas que você não entenderia. Dezesseis é uma idade almaldiçoada no meu mundo. Isso é tudo que precisa saber. _ Ele terminou bruscamente. Os dois homens observaram um ao outro até que por fim Harrison assentiu cauteloso.
_Você tem que cobrir seus rastros_ lhe foi dito_ Onde quer que vá, você tem que recomeçar. Ninguém pode saber que você veio do Maine. Ningué,. Ele unca parará de procurar por ela. Entendeu?
_Entendi_ Mas sua mulher entenderia? Nora entenderia?  A visão de Harrison estava se adaptando à estava se adaptando à escuridão, e ele notou com uma curiosidade decrente que o homem aprado perante ele não parecia ter envelhecido um dia desde seu último encontro. Em fato, ele não tinha envelhecido um dia desde a faculdade, quando eles tinham se conhecido como colegas de quarto e rapidamente se tornaram amigos. Um truque das sombras? Harrison se perguntou. Não havia mais nada a que atribuir isso. Uma coisa tinha mudado, contudo. Havia uma pequena cicatriz na base da garganta de seu amigo. Harrison deu uma olhada mais próxima na deformação e recuou. Uma marca de queimadura, levantada e brilhante, não maior do que uma moeda de vinte e cinco centavos. Tinha a forma de um punho fechado. Para seu choque e horror, Harrison percebeu que seu amigo fora marcado. Como gado. Seu amigo sentiu a diração do olhar de Harrison, e seus olhos ficaram duros, defensivos.
_Há pessoas que querem me destruir. Que querem me desmoralizar e me desumanizar. Junto com um amigo de confiança, formei uma sociedade. Mais membros estão sendo iniciados o tempo todo._ Ele parou no meio da sentença, como se incerto de quanto mais ele deveria dizer, então terminou bruscamente. _Nós organizamos a sociedade para nos dar proteção, e eu jurei fidelidade. Se me conhece tão bem quanto já me conhecera, você sabe que farei o que precisar para proteger meus interesses. _ Ele ez uma pausa e acrescentou quando distraidamente, _E meu futuro.
_Eles te marcaram_ Harrison disse, esperando que seu amigo não detectasse a repulsão que estremecia por ele. Seu amigo meramente olhou para ele. Após um momento Harrison assentiu, sinalizando que ele entendia, mesmo se não aceitasse. Quanto menos ele soubesse, melhor. Seu amigo tinha deixado isso claro vezes demais para se contar. _Há algo mais que posso fazer?
_Simplesmente mantenha-a a salvo.
Harrison empurrou sseu óculos pela ponte de seu nariz. Ele começou embaraçadamente, _Achei que você gostaria de saber que ela cresceu saúdavel e forte. Nós a nomeamos Nor...
_Não quero ser lembrado do nome dela, _ Seu amigo interrompeu duramente. _Fiz tudo em meu poder para reprimi-lo da minha mente. Não quero saber nada sobre ela. Quero minha mente lavada de qualquer traço dela, então não tenho nada para dar para aquele bastardo_ Ele virou suas costas, e Harrison tomou o gesto como dizendo que a conversa tinha acabado. Harrison ficou parado por um momento, tantas perguntas na ponta de sua lingua, mas ao mesmo tempo, sabendo que nada de bom viria de ficar pressionando. Sufocando sua contade de entender esse mundo obscuro que sua filha não fizera nada para merecer, ele se deixou sair. Ele só andara meia quadra quando um tiro rasgou a noite. Institivamente Harrison se abaixou e girou. Seu amigo. Um segundo tiro foi disparado, e sem pensar, ele correu a toda velocidade de volta na direção da casa. Ele passou pelo portão e cortou pelo jardim lateral. Ele tinha quase contornado a esquina final quando vozes discutindo fizeram com que ele parasse. Apesar do frio, ele suava. O quintal estava envolto em escuridão, e ele se aproximopu da parede do jardim, cuidadoso em evitar chutar pedras soltas que indicariam seu paradeiro, até que a porta de trás entrou em vista.
_Última chance,_ disse uma voz suave e calma que Harrison não reconhecia.
_Vá para o inferno_ seu amigo cuspiu. Um terceiro tiro. Seu amigo gritou em dor, e o atirador chamou mais alto.
_Onde está ela?
Com o coração martelando, Harrison sabia que tinha que agir. Outros cinco segundos e podia ser tarde demais. Ele deslizou sua mão para a parte debaixo de suas costas e retirou a arma. Segurando-a com as duas mãos para firmar o aperto, ele se deslocou na direção da entrada, aproximando-se do atirador moreno por trás. Harrison viu seu amigo além doa tirador, mas quando ele fez contato visual, a expressão de seu amigo cheia de alarme. Vá! Harrison ouviu a ordem de seu amigo alta como um sino, e por um momento acreditou que tivesse sido gritada em voz alta. Mas quando o atirador não se virou em surpresa, Harrison percebeu com uma fria confusão de que a voz de seu amigo, tinha soado dentro de sua cabeça. Não, Harrison pensou de volta com um silencioso balançar de cabeça, seu senso de lealdade excedendo o que ele não conseguia compreender. Esse era o homem com quem ele passara quatro dos melhores anos de sua vida; O homem que o apresentara à sua esposa. Ele não iria deixa-lo aqui nas mãos de um assasino. Harrison puxou o gatilho. Ele ouviu o tiro ensurdecedor e esperou que o atirador se dobrasse. Harrison atirou outra vez. E outra. O jovem moreno se virou lentamente. Pela primeira vez em sua vida, Harrison se cencontrou realmente com medo. Com medo do jovem parado perante ele, arma na mão. Com medo da morte. Com medo do que aconteceria com sua família. El sentiu os tiros o perfurarem com um fogo abrasador que parecia estilhaça-lo em mil pedaços. El caiu de joelhos. Ele viu o rosto de sua esposa borrar em sua visão, seguido pelo de sua filha. Ele abriu sua boca, seus nomes em seus labios, e tentou encontrar uma maneira de dizer o quanto as amava antes que fosse tarde demais. O joveme stava com suas mãos em Harrison agora, arrastando-o para o beco na parte de trás da casa. Harrison conseguia sentia a consciência o deixando enquanto ele lutava sem sucesso colocar seus pés no chão. Ele não podia falhar com sua filha. Não haveria ninguém para protegê-la. Esse atirador moreno a acharia e, se seu amigo estivesse certo, a materia.
_Quem é você?_ Harrison perguntou, as palavras fazendo com que fogo espalhasse pelo seu peito. Ele se agarrou à esperança de ainda haver tempo. Talvez ele pudesse alertar Nora do outro mundo. Um mundo que estivesse fechando sobre ele como mil penas pintadas de preto caindo. O jovem observou Harrison por um momento antes do mais fraco dos sorrisos quebrar sua expressão dura como gelo.
 _Você pensou errado. É definitivamente tarde demais.
Harrison olhou para cima severamente, assustado pelo assassino ter adivinhado seus pensamentos, e não conseguiu evitar se perguntar quantas vezes o jovem tinha estado nessa mesma posição antes para adivinhar os pensamentos finais de um homem morrendo. Não poucas. Como se para provar como ele tinha prática, o jovem mirou a arma sem uma segunda batida de hesitação, e Harrison se encontrou encarando o cano da arma. A luz do tiro disparado chamejou, e foi a ultima imagem que ele viu.


Bom, como falei, estou atualizando o blog. Podem ver nas postagens abaixo,
coloquei personagens e tudo. Estou adaptando o primeiro capítulo agora.
Logo logo eu postarei, ou se comentarem logo posso postar ainda hoje a primeira parte.
Os capítulos estão enormes por isso dividirei em partes.
Oque acharam do novo layout? feito pela Alice. Eu sinceramente amei.
Esse vai ficar até o fim da fic, pois está perfeito *-*
Vou divulgar também o blog da Thaís. Cath me. E do Rennan Garoto impulsivo
Bom, é isso. Até mais <33
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Personagens - Crescendo




Demi Lovato, 17 anos. A garota cujo o coração foi conquistado por Joe Jonas. Melhor amiga de Miley Cyrus. Sua rival desde o colegial é Taylor Swift. Filha de Harrison e Denise Lovato







Miley Cyrus. Melhor amiga companheira de Demi Lovato. Adora encrencas e sempre está em uma. Sua rival desde o colegial também é Taylor Swift. 








Ashley Greene. Ex-namorada de Joe Jonas. Anjo caído. Odeia Demi Lovato por ter conquistado Joseph. 









 Taylor Swift. Possui como rival Miley Cyrus e Demi Lovato por motivos desconhecidos. Sempre provocando Demi. Mimada e vingativa.












Rixon Efron. 20 anos. Anjo caído e melhor amigo de Joe Jonas. Se conhecem há muitas décadas. Se sente atraído por Miley.













Joseph Jonas, 20 anos. Anjo caído e após salvar a vida de Demi se tornou seu anjo da guarda e ganhou suas asas novamente. Apaixonado e namorado de Demi Lovato.







Scott Parmell, 18 anos. Amigo de infancia de Demi Lovato e Miley Cyrus. Sente uma atração por Demi. Trará ciúmes para Joe e confusões para Demi.


Sinopse


Demi deveria saber que sua vida estava longe de ser perfeita. Apesar de começar uma relação com seu anjo da guarda, Joseph (quem, título à parte, pode ser descrito como qualquer coisa, menos angelical), e sobreviver a um atentado a sua vida, as coisas não parecem melhorar. Joseph está começando a se afastar e Demi não consegue descobrir se é para o seu próprio bem ou se o seu interesse voltou-se para sua arqui-inimiga, Taylor Swift. Sem contar que Demi é assombrada por imagens de seu pai e ela fica obcecada querendo descobrir o que realmente aconteceu com ele naquela noite em que ele partiu para Portland e nunca voltou para casa. Quanto mais Demi se aprofunda no mistério da morte de seu pai, mais ela começa a se perguntar se sua ascendência nefilim tem algo a ver com isso, assim como o por quê de ela estar em perigo com mais frequência do que as garotas normais. Já que Joseph não está respondendo suas perguntas e parece estar atrapalhando, ela tem que começar a procurar as respostas por si só. Confiar demais no fato de que ela tem um anjo da guarda põe Demi em perigo de novo e de novo. Mas ela pode mesmo contar com Joseph ou ele está escondendo segredos mais obscuros do que ela pode imaginar.

29 de ago de 2013

Aviso

Divulgando: http://jemisexysublimeparasempre.blogspot.com.brSigam esse blog a história é perfeita, amo fallen *-*

Bom dia pessoal. Quanto tempo que não posto né?
Bom, crescendo ganhou na votação, eu perdi o meu livro pra poder adaptar por ele já que na internet não tem nenhum site que poste. Até eu encontrar vou ver se posto uma mini-fic.
Obrigada a quem votou e sejam bem vinda as novas seguidoras.
Essa semana ta muito corrida já que eu vou pro porão do rock ver capital inicial e matanza *-*
To super animada uashaushaus. Anyway, vou tentar atualizar aqui o mais rapido possível.
Continuem comentando. Logo repassarei os selinhos
Respostas aos comentários aqui
Beeijoos

3 de ago de 2013

Capítulo 31 - Ultimo (2/2) - Hot


Amo essa foto da Demi <33

Passava das 22 horas da noite, eu estava deitada na minha cama lendo um livro de biologia, desde que Joseph entrou na minha vida não tinha prestado atenção nas aulas.
Após Joseph ter instalado o alarme de segurança foi embora, não o vi e muito menos conversei com ele após isso, mas estava esperando a sua visita ansiosamente. Eu tive um pressentimento bom em relação a essa noite.
Ouvi um barulho vindo da janela do meu quarto, e eu o vi, com uma camiseta justa preta e calça da mesma cor, suas botas e seu cabelo levemente bagunçado completando o look de bad boy. Ele era lindo e agora apenas meu. Seus olhos cor de mel me seduziam, assim como o seu sorriso, seu corpo e sua voz.
“Demorei muito?” Joseph perguntou com um sorriso charmoso caminhando na minha direção e sentando ao meu lado. “Biologia hein?” Sorri ao seu comentario. Eu estava vestida com uma regata branca simples e calcinha, fiquei um pouco tímida mesmo embaixo do cobertor ao lembrar disso. Mas logo passou.
“Tenho que acompanhar certo a matéria, não to afim de ter a dona Denise preocupada com minhas notas, já basta a preocupação sobre você” respondi a sua pergunta e ele se acomodou ao meu lado entrando em baixo do cobertor também e deitando.
Deitei ao seu lado, meu rosto perto do dele, nossos olhares não se desviavam, eu queria ter o poder de ler a sua mente e saber oque ele estaria pensando. Será que estava ansioso? com certeza essa não era a sua primeira vez com uma garota, antes de sentir algum tipo de ciúmes pelo Joe prestei atenção em seu nossa aproximidade, sua respiração se confundindo com a minha, ele era irresistivel pois seu hálito de menta é simplismente delicioso e tentador.
“Imagine se ela soubesse das visitas noturnas que estão por vir” Joseph disse sorrindo, sua mão deslizou pelo meu braço que estava do lado de fora do cobertor, acariciando. Aproximei meu rosto do seu e beijei levemente seus lábios. Eu sabia oque esta noite iria trazer, não estava preocupada. Nada melhor do que ter a primeira vez com seu anjo da guarda não é?
Você tem certeza disso? O ouvi nos meus pensamentos, ele estava ciente dos meus comentários mentais, apenas concordei com a cabeça e sorri, não precisei de ter poder para saber em que se relacionava sua pergunta. O beijei novamente, dessa vez abri passagem para a sua lingua. Após alguns longos segundos nos beijando, ele veio para cima de mim, ficando entre minhas pernas, deslizei minhas mãos pelas costas cobertas pela sua camisa, subi minhas mãos por dentro, acariciando sua pele macia, sua lingua acariciava a minha com intensidade, quando o meu ar faltou, cortei o beijo e logo seus labios estavam no meu pescoço, inclinei um pouco minha cabeça para trás o dando livre acesso. Suas mãos acariciavam as laterais do meu corpo, arrepiei com as mordidas no meu pescoço.
Voltamos a nos beijar, segurei a barra da camisa do Joe e a levantei, retirando-a, logo ele fez o mesmo com a minha. Nossas linguas se entrelaçaram e em seguida senti ele chupar a minha lingua durante o beijo, suspirei, deslizei minhas mãos pelo seu peitoral até sua barriga, acariciei e arranhei levemente. Abaixei um pouco meus dedos e abri o botão da sua calça, Joseph separou nossas bocas e levantou-se um pouco, abaixou sua calça e a tirou, seus olhos encontraram os meus e ele desceu o olhar pelo corpo apenas de lingerie preta, seu olhar era intenso, arrepiando-me mais. Vi o seu sorriso, sorri tímida. “Você é incrivelmente linda Anjo.”
Joseph sussurrou e inclinou-se beijando a area descoberta dos meus seios, fechei meus olhos aproveitando seu toque, suas mãos foram para o fecho nas minhas costas, ele abriu e logo retirou meu sutiã.
Uma de suas mãos foram para o meu seio esquerdo, estimulando meu mamilo e apertando-o levemente, ocupou sua boca com meu outro seio livre, coloquei minhas mãos um em cada ombro dele, acariciei e apertei ao sentir sua lingua intensamente no meu seio, soltei alguns gemidos baixos, deslizei minhas mãos pelas suas costas e arranhei devagar, pressionei.
Joseph desceu os beijos pela minha barriga, suas mãos estavam no meu quadril nas laterais da calcinha, levantei um pouco meu corpo ajudando-o a descer e retirar a minha ultima peça de roupa. Os labios macios de Joe beijaram cada uma de minhas coxas, logo seu corpo estava sobre o meu, pressionando seu membro coberto ainda pela cueca box preta contra minha vagina totalmente sensível, nós dois soltamos gemidos abafados.
Nos virei ficando por cima dele, ele sorriu me fazendo retribuir o sorriso sem esforço. Distribui vários beijos pelo seu peitoral até sua barriga, minhas mãos estavam nas laterais de seu quadril, desci sua cueca e a retirei. Ele me entregou um pacote de camisinha, eu coloquei em seu membro e voltei a ficar por cima dele. Nossos olhares transmitiam desejo e confiança. Eu o beijei, nossas linguas se acariciavam devagar, logo Joseph nos virou novamente ficando por cima, abri minhas pernas e ele se encaixou entre elas. “Você é minha Anjo”  ele sussurrou me olhando, eu assenti.
“Você é meu Joe, assim como serei totalmente sua” Nós dois sorrimos e ele encaixou seu membro na entrada na minha vagina e o introduziu devagar, fechei os olhos e gemi sentindo-o totalmente dentro de mim, abracei seus ombros e suas mãos deslizavam pelas laterais do meu corpo parando na minha cintura, ele a acariciou e sua boca estava novamente sobre a minha me beijando. Logo Joseph estava se movimentando dentro de mim devagar, me acostumei rapidamente com ele, fechei os olhos e envolvi meus braços ao redor do pescoço dele. Seus labios distribuiam pequenos beijos pelos meus seios, pescoço e maxiliar. Entrelacei minhas pernas ao redor de sua cintura aprofundando seu membro, gemi, nossas bocas se encontraram e nos beijamos. Seus movimentos se tornaram rápidos e intensos, soltamos gemidos entre o beijo e o parei com selinhos, suas mãos desceram para minha bunda, apertando, uma de minhas mãos acariciava agora seus cabelos e a outra eu o segurava pelo ombro, mordi meu labio inferior para conter gritos e inclinei minha cabeça um pouco para trás.
Faltava pouco para atigirmos o climax, abri meus olhos e o olhei. Seu traços um pouco rudes e sua pele mais escura que a minha. Ele me olhou, seus olhos mais lindos do que nunca, sua boca tentadora e macia, segurei seu rosto entre minhas mãos e o acariciei devagar, suas mãos voltaram para minha cintura, me apertando. Sem desviar nosso olhar antigimos o climax gemendo alto, fechei meus olhos sentindo meu corpo estremecendo junto ao de Joe. Minhas mãos desceram para sua nuca e a acariciei. Ele me beijou novamente, dessa vez o ritmo do beijo foi devagar e carinhoso. Ele retirou seu membro de mim, senti um arrepio percorrer meu corpo e suspirei. Joe beijou levemente meus labios e se levantou em direção ao banheiro. Continuei deitada esperando minha respiração voltar ao normal... tinha sido simplismente perfeito, Joseph é perfeito. Sorri, ele é só meu, acabei de fazer amor com o meu anjo da guarda. Será que isso nos daria problemas? Espero que não pois eu estava relaxada e incrivelmente feliz. Vesti a camisa dele e minha calcinha, voltei a me cobrir com a coberta pois voltei a sentir frio. Mal percebi quando ele se deitou ao meu lado vestido apenas de cueca, me virei para ficar de frente a ele e beijei seu ombro descoberto, o abracei e deitei minha cabeça em seu peito, ele me abraçou também e me apertou.
Fechei os olhos e aproveitei a sensação de dormir em seus braços, me sentindo segura e feliz, sentindo seu cheiro e sua pele macia, Joe acaricio meus cabelos e beijou o alto da minha cabeça, sorri com isso e acariciei a lateral do seu corpo. Percebi que isso era oque eu queria para o resto da minha vida... continuar um relacionamento com Joe, não sei oque teriamos pela frente mas só por tê-lo ao meu lado enfrentariamos tudo, qualquer coisa, qualquer inimigo. Nosso amor irá superar qualquer barreira.
"Boa noite Anjo" Ouvi Joseph sussurrar perto do meu ouvido, sorri largamente
"Boa noite Joe" sussurrei antes de pegar no sono e começar a sonhar com o meu anjo da guarda.

Fim... ou não.


Como prometido... o hot aushaush. Sei que ficou pequeno mas me esforcei bastante ok? anyway. Espero que gostem e comentem muuuito sobre a opinião de vocês. Em relação a enquete, eu vou seguir de acordo com qual ganhar. Se eu começar crescendo, terei que continuar até o quarto livro que é o ultimo. Ou seja, terá 4 temporadas. A maioria que comentou gostaram de Lol. Até eu to gostando mais de Lol. Se não der certo com Crescendo, eu começarei com Lol uahsaus. Novos seguidores... uau. To tão felize triste. O final da minha primeira fic, quero agradecer especialmente a Thais, ela sempre me ajudou divulgando meu blog sem eu precisar pedir e comentando sempre... Te adoro ok? <33 ausahs Enfim, é isso.
Respostas aos comentários: Aqui e aqui
Beijos e até a próxima fic ganhadora haha <3

31 de jul de 2013

Capítulo 31 - Ultimo (1/2)


A porta abriu e fechou. Eu esperei ouvir passos se aproximando, mas o único som que ouvi foi o tic-tac do relógio: uma batida rítmica e firme soando através do silêncio. O som começou a desaparecer. Eu me perguntei se eu o ouviria parar completamente. De repente eu temi esse momento, incerta do que viria depois. Um som mais vibrante se sobressaiu ao relógio. Foi um som etéreo, tranquilizante, como uma dança no ar. Asas, eu pensei. Vindo me buscar. Eu segurei minha respiração, esperando, esperando, esperando. Então o relógio começou a ir ao sentido inverso. No lugar de um som lento, veio um mais certo. Um espiral como líquido se formou dentro de mim. Eu estava deslizando através de mim para um lugar escuro e quente.
Meus olhos abriram para painéis de carvalho familiares no teto acima de mim. Meu quarto. Uma sensação de reafirmação me inundou então me lembrei de onde estive. No ginásio com o Jules. Um tremor percorreu minha pele.
“Joe?” eu disse, minha voz estava rouca de desuso. Eu tentei sentar-me, então dei um choro abafado. Alguma coisa estava errada com meu corpo. Cada osso, músculo, célula estava ferida. Eu me sentia como um hematoma gigante.
Houve um movimento perto da porta. Joseph encostou-se ao batente da porta. Sua boca estava pressionada firmemente sem sua pontada de humor usual. Seus olhos estavam mais profundos do que eu jamais tinha visto. Eles estavam afiados por um limite protetor.
“Foi uma boa luta lá no ginásio,” ele disse. “Mas acho que você se beneficiaria com mais algumas aulas de boxe.”
Como uma onda, tudo voltou. Lágrimas rolaram de dentro de mim. “O que aconteceu? Onde está o Jules? Como cheguei aqui?” Minha voz estava rachada com o pânico. “Eu me joguei da viga.”
“Precisou de muita coragem para fazer aquilo.” A voz do Joseph se tornou rouca e ele atravessou meu quarto andando. Ele fechou a porta atrás dele e eu sabia que era o jeito dele tentar trancar para fora todo o mal. Ele estava colocando uma divisão entre mim e tudo o que tinha acontecido. Ele veio e sentou-se na cama ao meu lado.
“Do que mais você se lembra?” Eu tentei juntar os pedaços da minha memória, trabalhando de trás para frente. Eu me lembrei do bater de asas que ouvi logo depois de ter me jogado
da viga. Sem dúvida nenhuma eu sabia que tinha morrido. Eu sabia que um anjo tinha vindo para carregar minha alma.
“Estou morta, não estou?” eu disse baixinho, cambaleando com pavor. “Eu sou um fantasma?”
“Quando você pulou, o sacrifício matou o Jules. Tecnicamente, quando você voltou, ele também deveria ter voltado. Mas já que ele não tinha uma alma, ele não tinha nada para reavivar seu corpo.”
“Eu voltei?” eu disse, esperando que eu não estivesse me enchendo de falsas esperanças.
“Eu não aceitei seu sacrifício. Eu o desfiz.”
Eu senti um pequeno Oh formar-se na minha boca, mas isso nunca passou pelos meus lábios. “Você está dizendo que desistiu de um corpo humano por mim?”
Ele ergueu minha mão enfaixada. Debaixo de toda a gaze, minhas articulações pulsavam por ter batido no Jules. Joseph beijou cada dedo, sem pressa, mantendo seus olhos colados nos meus. “O que há de bom em ter um corpo se não posso ter você?”
Lágrimas pesadas rolaram pelas minhas bochechas, Joseph me puxou para ele e aconchegou minha cabeça em seu peito. Muito devagar o pânico foi embora e eu soube que tudo tinha acabado. Eu iria ficar bem. Repentinamente eu me afastei. Se Joseph tinha recusado o sacrifício, então...  “Você salvou minha vida. Vire-se.” Eu ordenei solenemente.
Joseph me deu um sorriso tímido e atendeu meu pedido. Eu ergui sua camiseta até os ombros. Suas costas eram suaves e com a musculatura definida. As cicatrizes tinham sumido.
“Você não pode ver minhas asas,” ele disse. “Elas são feitas de material espiritual.”
“Agora você é um anjo da guarda.” Eu ainda estava muito admirada para envolver minha mente nisso, mas ao mesmo tempo eu senti uma curiosa... Felicidade.
“Eu sou o seu anjo da guarda,” ele disse.
“Eu tenho meu próprio anjo da guarda? No que constitui seu trabalho exatamente?”
“Guardar seu corpo.” Seu sorriso aumentou. “Eu levo meu trabalho a sério, o que significa que vou precisar me familiarizar com o assunto em um nível pessoal.”
Meu estômago ficou todo agitado. “Isso significa que agora você pode sentir?”
Joseph me observou em silêncio por um tempo.
“Não, mas isso significa que eu não estou na lista negra.”
No andar de baixo, eu escutei o rumor baixo da porta da garagem sendo aberta.
“Minha mãe!” eu engasguei. Eu encontrei o relógio na mesa de cabeceira. Era pouco depois das suas da manhã. “Eles devem ter aberto a ponte. Como essa coisa de anjo da guarda funciona? Sou a única pessoa que pode te ver? Quero dizer, você é invisível para as outras pessoas?”
Joseph me encarou como se ele esperasse que eu não estivesse falando sério.
“Você não é invisível?” eu guinchei. “Você tem que dar o fora daqui!” Eu fiz um movimento para empurrar o Joseph para fora da cama, mas fui interrompida por um golpe seco nas minhas costelas. “Ela vai me matar se te encontrar aqui. Você pode escalar árvores? Diga-me que você pode escalar uma árvore!”
Joseph sorriu. “Eu posso voar.”
Oh. Certo. Bem, okay.
“A polícia e o departamento de bombeiros estiveram aqui mais cedo,” Joseph disse. “A suíte principal vai precisar de reforma, mas eles impediram que o fogo se alastrasse. A polícia vai voltar. Eles vão fazer algumas perguntas. Se eu tivesse que adivinhar, eles tentaram te rastrear pelo telefone que você ligou para o 911.”
“O Jules o pegou.”
Ele fez um aceno com a cabeça. “Eu imaginei. Eu não me importo com o que você vai dizer a polícia, mas eu agradeceria se me deixasse fora disso.” Ele deslizou a janela do meu quarto para abrir. “Uma última coisa. A Miley trouxe a polícia a tempo. Os paramédicos salvaram o Elliot. Ele está no hospital, mas ele vai ficar bem.”
Eu ouvi a porta fechar no andar debaixo, no fim das escadas.
Mamãe estava dentro de casa.
“Demi?” ela chamou. Ela jogou sua bolsa e chaves na mesa de entrada. Seus saltos altos faziam barulho no chão de madeira, quase em um ritmo de corrida. “Demi! Tem fita da polícia na porta da frente! O que está acontecendo?”
Eu olhei para a janela. O Joseph já tinha ido, mas uma única pena preta estava presa na parte de fora do vidro, por causa da chuva da noite passada. Ou pela mágica de anjo.
No andar de baixo, minha mãe acendeu a luz da entrada, um fraco raio de luz se esticou por debaixo da minha porta. Segurei minha respiração e contei os segundos, sabendo que eu tinha mais dois antes... Ela gritou. “Demi! O que aconteceu com o balaústre!”
Bom saber que ela ainda não tinha visto seu quarto ainda.



O céu estava perfeito, lavado de azul. O sol estava apenas começando a aparecer no horizonte. Era segunda-feira, um novo dia, os horrores das últimas vinte e quatro horas ficaram para trás. Tive cinco horas de sono completo e todas as outras que a dor em todo o meu corpo por ter sido sugada pela morte e em seguida ter sido cuspida de volta permitiram, eu me sentia extraordinariamente renovada. Eu não queria uma ter nuvem negra no momento, lembrando-me que a polícia estava para chegar a qualquer momento para tomar meu depoimento dos eventos da noite passada. Eu ainda não tinha pesado no que iria dizer a eles.
Fui para o banheiro com minha camisola – bloqueando mentalmente a pergunta de como tinha colocado ela, já eu provavelmente estava usando as roupas da noite anterior quando Joseph me trouxe para casa – e cumpri minha rotina matinal. Joguei água fria no rosto, escovei os dentes e domei meu cabelo com uma faixa elástica. No meu quarto, coloquei uma camiseta e calça limpas. Eu liguei para a Miley.
“Como você está?” eu perguntei.
“Bem. Como você está?”
“Bem.”
Silêncio.
“Okay,” Miley disse rapidamente, “Ainda estou surtando. E você?”
“Completamente.”
“Joseph me ligou no meio da noite. Ele disse que Jules foi muito violento com você, mas que você estava bem.”
“Sério? Joseph te ligou?”
“Ele ligou do Jeep. Ele disse que você estava dormindo no banco de trás e iria te levar para casa. Ele disse que aconteceu de ele estar passando perto da escola quando ele ouviu um grito. Ele disse que encontrou você no ginásio, mas você tinha desmaiado de dor. Depois ele olhou para cima e viu Jules pular da viga. Ele disse que o Jules deve ter pirado, um efeito colateral da culpa pesada que sentiu por ter aterrorizado você.”
Eu não tinha percebido que estava segurando a respiração até tê-la soltado. Obviamente o Joseph tinha manipulado alguns detalhes.
“Você sabe que não acredito nisso,” Miley continuou. “Você sabe que acho que o Joseph matou o Jules.”
Na posição da Miley, provavelmente eu teria pensado o mesmo. Eu disse, “O que a polícia acha?”
“Ligue a TV. Tem uma cobertura ao vivo agora no canal cinco. Eles estão dizendo que o Jules invadiu a escola e pulou. Eles estão se referindo a isso como um trágico suicídio adolescente. Eles estão pedindo para as pessoas que tem informações ligarem para o telefone que está na parte de cima da tela.”
“O que você disse para a polícia quando você os chamou pela primeira vez?”
“Eu estava apavorada. Eu não queria ser presa por invasão. Então liguei como anônima de um telefone público.”
“Bem,” eu disse afinal, “se a polícia está tratando isso como suicídio, eu acho que foi isso que aconteceu. Afinal são tempos modernos na América. Temos o benefício dos peritos.”
“Você está escondendo alguma coisa de mim,” a Miley disse. “O que aconteceu realmente depois que eu saí?”
Era aqui que a coisa complicava. Miley era minha melhor amiga e nós vivíamos sob o lema: Sem Segredos. Mas algumas coisas eram impossíveis de explicar. O fato de o Joseph ser um anjo caído convertido em anjo da guarda estava no topo da lista. Logo abaixo estava o fato de eu ter pulado da viga e morrido, mas eu ainda estou viva hoje.
“Eu me lembro do Jules encurralando-me no ginásio,” eu disse. “Ele me contou toda a dor e medo que iria me infligir. Depois disso, os detalhes ficam nebulosos.”
“É muito tarde para desculpas?” Miley disse, parecendo mais sincera do que ela já tinha sido em toda nossa amizade. “Você estava certa sobre o Jules e o Elliot.”
“Desculpas aceitas.”
“Nós deveríamos ir fazer compras,” ela disse. “Sinto essa necessidade irresistível de comprar sapatos. Muitos deles. O que nós precisamos é de uma boa e velha terapia de compras de sapatos.”
A campainha tocou e eu olhei para o relógio. “Tenho que dar meu depoimento para a polícia sobre o que aconteceu na noite passada, mas eu te ligo depois disso.”
“Noite passada?” O tom da Joseph denunciava pânico. “Eles sabem que você estava na escola? Você não deu meu nome para eles, deu?”
“Na verdade uma coisa aconteceu antes.” Alguma coisa chamada Ashley. “Te ligo logo,” eu disse, desligando antes de ter que mentir para dar outra explicação.
Mancando pelo corredor até o topo da escada onde vi quem minha mãe tinha convidado a entrar. Os detetives Basso e Holstijic.
Ela os acompanhou até a sala e embora o detetive Holstijic colapsasse no sofá, o detetive Basso permaneceu em pé. Ele estava de costas para mim, mas um degrau rangeu no meio da minha descida e ele se virou.
“Demetria Lovato,” ele disse com sua voz de policial durão. “Encontramos-nos novamente.”
Minha mãe piscou. “Vocês já se encontraram antes?”
“Sua filha tem uma vida excitante. Parece que estamos aqui toda semana.”
Minha mãe me deu um olhar questionador e eu ergui os ombros, sem pistas, como se fosse para adivinhar, piadinha de policial?
“Por que você não se senta, Demi, e nos conte o que aconteceu,” o detetive Holstijic disse.
Eu me acomodei em uma das poltronas macias do lado oposto do sofá. “Antes das nove, na noite passada, eu estava na cozinha tomando leite com chocolate quando a Srta. Greene, minha psicóloga da escola apareceu.”
“Ela simplesmente entrou na sua casa?” o detetive Basso perguntou.
“Ela me disse que eu tinha algo que ela queria e foi quando eu corri para o andar de cima e me tranquei na suíte principal.”
“Volte,” disse o detetive Basso. “O que era essa coisa que ela queria?”
“Ela não disse. Mas ela mencionou que não era uma psicóloga de verdade. Ela disse que estava usando o emprego para espionar os alunos.” Eu olhei para todos. “Ela é louca, né?”
Os detetives trocaram olhares.
“Vou anotar o nome dela e ver o que posso encontrar,” o detetive Holstijic disse, ficando em pé.
“Deixe-me ver se entendi direito,” o detetive Basso me disse. “Ela te acusou de roubar uma coisa que pertencia a ela, mas ela nunca disse o que era?”
Outra pergunta complicada. “Ela estava histérica. Eu entendia apenas metade do que ela estava dizendo. Eu corri e me tranquei dentro da suíte principal, mas ela arrebentou a porta. Eu estava escondida dentro da chaminé da lareira, ela disse que iria queimar a casa cômodo por cômodo para me encontrar. Então ela começou o fogo. Bem ali, no meio do quarto.”
“Como ela começou o fogo?” minha mãe perguntou.
“Eu não consegui ver. Estava na chaminé.”
“Isso é loucura,” o detetive Basso disse, chacoalhando a cabeça. “Nunca vi nada parecido antes.”
“Ela vai voltar?” minha mãe perguntou para os detetives, vindo para ficar ao meu lado e colocou suas mãos protetoramente no meu ombro. “Demi está salva?”
“Talvez queira ver sobre instalação de um sistema de alarme.” Detetive Basso abriu sua carteira e deu um cartão para mamãe. “Eu confio nesses caras. Diga a eles que eu indiquei e eles darão um desconto para você.”
Algumas horas depois que os detetives saíram, a campainha tocou novamente.
“Deve ser da empresa de alarme,” mamãe disse, me encontrando no corredor. “Eu liguei e eles disseram que mandariam alguém hoje. Não posso dormir sem algum tipo de proteção até eles encontrarem a Srta. Greene e a trancarem em algum lugar. A escola se deu ao trabalho de checar as referências dela?” Ela abriu a porta e o Joseph estava parado na entrada. Ele usava uma Levi’s desbotada, uma camiseta branca confortável e segurava uma caixa de ferramentas na mão esquerda.
“Boa tarde, Sra. Lovato.”
“Joseph.” Não consegui distinguir o tom da minha mãe. Surpresa misturada com confusão. “Você está aqui para ver a Demi?”
Joseph sorriu. “Estou aqui para inspecionar sua casa para o novo sistema de alarme.”
“Achei que você tinha um emprego diferente,” mamãe disse. “Achei que você servia mesas no Borderline.”
“Eu tenho um trabalho novo.” Joseph fixou seus olhos nos meus e eu esquentei em muitos lugares. Na verdade, eu estava perigosamente perto de ferver. “Aqui fora?” ele me perguntou.
Eu o segui até sua moto.
“Ainda temos muito que conversar,” eu disse.
“Conversar?” Ele chacoalhou a cabeça, seus olhos cheios de desejo. Beijar, ele sussurrou nos meus pensamentos.
Não era uma pergunta, mas um aviso. Ele sorriu quando eu não protestei e abaixou sua boca até a minha. O primeiro toque foi apenas isso – um toque. Uma provocação, atraente suavidade. Lambi meus lábios e o sorriso do Joseph se aprofundou.
“Mais?” ele perguntou.
Eu entrelacei minhas mãos em seus cabelos, trazendo-o para mais perto. “Mais.” Sorri e ele me beijou, acariciei seus cabelo e ele envolveu seus braços ao redor da minha cintura me apertando contra ele.
Separamos o beijo com selinhos “Sua mãe vai estar a noite em casa?” Joseph perguntou, seus olhos transmitiam desejo e amor.
“Não, ela tem um leilão em outra cidade” Senti sua boca na minha testa, tocando em forma carinhosa e senti seu sorriso, sabia ao que ele estava se referindo e eu estava disposta a ama-lo sem me importar com seu passado, sua queda e o fato de ele não sentir meu toque. Eu queria isso e ele também.


Hey guys. Tudo bem com vocês? ai estar o ultimo capítulo original da fic. O próximo vai ser feito por mim. E como pediram... HOT kkk . A enquete agora vai ser fixa, eu fiquei trocando várias vezes né? açlsaçlsaçls. Daqui a pouco posto as sinopses de cada uma e tem até segunda feira para votarem. Não paro de ouvir We can't stop da Miley cyrus, Made in the usa da Demi e Here's to growing up da Avril. To numa onda muito animada açslaçslças isso é bom. Anyway. 

Respondendo aos comentários:

Thais: O hot está quase pronto, não sei se ficou perfeição porque né açslaçlsçlasçla sou apaixonada por seus layouts asuahsua. Já mudei a url e adorei a nova. Postei, espero que goste, mandona u_u çalsçalsa Beijosss.
Srta. Erika Lovato!: É um dos melhores e preferido que eu já li também. Supeeeer shippo patch açslaçsl. Ahh obrigada, fico feliz que goste, e sim, faça de conta que nunca leu porque né u_u açlsaçlsçalsçlas briiinks. O hot está quase pronto e postei. Passei no teu blog, li e ameeei, muito bom mesmo. Enfim, obrigada mesmo. Beeijos
- Alice : Ah sim, tudo bem. Jemi é super perfeito hahah. Que bom que gostou. To esperando o layout açslaçls Obrigada por avisar, mesmo. Volte sempre. Beeijos

Então é isso, até mais <33

28 de jul de 2013

Capítulo 30 - Penultimo capítulo


Eu não fazia ideia de onde a Miley estava. O pensamento óbvio de pensar como Jules veio a mim – onde eu deixaria Miley presa se eu fosse ele? Ele quer fazer com que seja difícil de escapar e difícil de ser achado, eu considerei. Eu convocara uma planta mental do prédio, espreitando minha atenção para os níveis superiores. A probabilidade era que Miley estivesse no terceiro andar, o mais alto da escola – exceto por um pequeno quarto andar, que era mais um sótão do que qualquer outra coisa. Uma escada estreita acessível apenas do terceiro andar levava a ele. Havia duas salas de aula de estilo bangalô no alto: Espanhol avançado e o laboratório do eZine. Miley estava no laboratório do eZine. Bem assim, eu soubera.
Movendo-me tão rapidamente quanto podia na escuridão, eu fui sentindo o caminho por dois andares de escada. Após alguns erros e acertos, eu encontrei a escada estreita que dava para o laboratório do eZine. No alto, eu empurrei a porta.
“Miley?” eu chamei suavemente.
Ela soltou um gemido baixo.
“Sou eu,” eu disse, dando cada passo com cuidado enquanto eu manobrava por um corredor de carteiras, não querendo derrubar uma cadeira e alertar Jules da minha locação. “Está machucada? Precisamos cair fora daqui.” Eu a encontrei agachada na frente da sala, abraçando seus joelhos em seu peito.
“Jules me acertou na cabeça,” ela disse, sua voz aumentando. “Eu acho que desmaiei. Agora não consigo ver. Não consigo ver nada!”
“Me escuta. Jules cortou a eletricidade e as cortinas foram puxadas. É só a escuridão. Segure a minha mão. Temos que descer agora mesmo.”
“Eu acho que ele danificou algo. Minha cabeça está pulsando. Eu realmente acho que estou cega!”
“Não está cega,” eu sussurrei, dando-lhe um pequeno chacoalhão. “Não consigo ver tampouco. Temos que ir sentindo o caminho escada abaixo. Vamos embora pela saída no escritório de atletismo."
“Ele colocou correntes em todas as portas.”
Um momento de silêncio rígido caiu entre nós. Eu me lembrei de Jules me desejando boa sorte em escapar, e agora eu sabia por que. Um tremor perceptível ondulou do meu coração para o resto do meu corpo. “Não pela porta que eu entrei,” eu disse por fim. “A porta mais distante a leste está destrancada.”
“Deve ser a única. Eu estava com ele quando ele acorrentou as outras. Ele disse que dessa maneira ninguém ficaria tentado a ir para fora enquanto brincávamos de esconde-esconde. Ele disse que do lado de fora era fora de limites.”
“Se a porta do leste é a única destrancada, ele tentará bloqueá-la. Ele esperará nós irmos até ele. Mas não iremos. Nós sairemos por uma janela,” eu disse, inventando um plano de cabeça. “No lado oposto do prédio... deste lado. Você está com seu celular?”
“Jules o pegou.”
“Quando formos para fora, teremos que nos separar. Se Jules nos caçar, ele terá que escolher uma de nós para seguir. A outra buscará ajuda.” Eu já sabia quem ele escolheria. Jules não tinha uso algum para Miley, exceto para me atrair para cá hoje à noite. “Corra o quanto puder e chegue até um telefone. Chame a polícia. Diga a eles que Elliot está na biblioteca.”
“Vivo?” Miley perguntou, sua voz tremendo.
“Eu não sei.”
Nós ficamos agachadas juntas, e eu senti ela puxar sua camiseta para cima e enxugar seus olhos. “Isso tudo é minha culpa.”
“Isso é culpa do Jules.”
“Estou assustada.”
“Vamos ficar bem,” eu disse, tentando soar otimista. “Eu apunhalei Jules na perna com um bisturi. Ele está sangrando muito. Talvez ele desista de nos caçar e vá conseguir atenção médica.”
Um gemido escapou de Miley. Ambas sabíamos que eu estava mentindo. O desejo de Jules por vingança superava seu ferimento. Superava tudo. Miley e eu nos arrastamos escada abaixo, ficando junto às paredes, até que estivéssemos de volta no andar principal.
“Por aqui,” eu sussurrei em seu ouvido, segurando sua mão enquanto passávamos correndo pelo corredor, nos dirigindo para mais longe ao oeste.
Não tínhamos andado muito quando um som gutural, não exatamente uma risada, saiu de um túnel de escuridão à frente.
“Ora, ora, o que temos aqui?” Jules disse. Não havia rosto anexado a sua voz.
“Corra,” eu disse a Miley, apertando sua mão. “Ele me quer. Chame a polícia. Corra!”
Miley deixou minha mão cair e correu. Seus passos dissiparam deprimentemente rápidos. Eu me perguntei brevemente se Joseph ainda estava no prédio, mas foi mais um pensamento secundário. A maior parte da minha concentração estava em não desmaiar.
Porque mais uma vez, eu me encontrava totalmente sozinha com Jules.
“A polícia levará pelo menos vinte minutos para responder,” Jules me disse, o bater de seus sapatos se aproximando. “Eu não preciso de vinte minutos.”
Eu me virei e corri. Jules começou a correr atrás de mim.
Apalpando minhas mãos pelas paredes, eu virei à direita na primeira intersecção e corri por um corredor perpendicular. Forçada a depender das paredes para me guiar, minhas mãos bateram nas pontas afiadas dos armários e das ombreiras das portas, beliscando minha pele. Eu virei novamente à direita, correndo o mais rápido que pude para as portas duplas do ginásio.
O único pensamento martelando na minha cabeça era que se eu conseguisse chegar no meu armário do ginásio a tempo, eu poderia me trancar dentro. O vestiário feminino era de parede a parede e do chão ao teto com armários excessivamente grandes. Levaria tempo para que Jules arrombasse cada um individualmente. Se eu tivesse sorte, a polícia chegaria antes que ele me achasse.
Eu me lancei no ginásio e corri para o vestiário feminino anexado.
Assim que eu empurrei a maçaneta, eu senti um ferrão de horror frio. A porta estava trancada. Eu bati na maçaneta novamente, mas ela não cedeu. Girando ao redor, eu procurei freneticamente outra saída, mas eu estava presa no ginásio. Eu caí contra a porta, fechei meus olhos apertadamente para protelar o desmaio, e escutei minha respiração aumentar.
Quando eu reabri meus olhos, Jules estava andando na neblina da luz do luar escorrendo pela claraboia. Ele prendera sua camiseta ao redor de sua coxa; uma mancha de sangue pingou do tecido. Ele estava com uma regata branca e calça de algodão cáqui. Uma arma estava enfiada no elástico de sua calça.
“Por favor me deixe ir,” eu sussurrei.
“Miley me contou algo interessante sobre você. Você tem medo de altura.”
Ele levantou seu olhar para as vigas no alto do ginásio. Um sorriso rompeu seu rosto.
O ar estagnado estava encharcado com os cheiros de suor e de verniz de madeira.
O aquecedor fora desligado no recesso da primavera e a temperatura estava gelada. Sombras se esticavam para frente e para trás pelo chão polido enquanto a luz do luar irrompia pelas nuvens. Jules estava de pé com suas costas para as arquibancadas, e eu vi Joseph se mover atrás dele.
“Você atacou Taylor Swift?” eu perguntei a Jules, me ordenando a não reagir e revelar o Joseph.
“Elliot me disse que há uma rixa entre vocês duas. Eu não gostei da ideia de outra pessoa ter o prazer de atormentar a minha garota.”
“E a janela do meu quarto? Você me espionou enquanto eu dormia?”
“Nada pessoal.”
Jules endureceu. Ele deu um passo para frente repentinamente e deu uma sacudida no meu punho, me virando na frente dele. Eu senti o que temi ser a arma pressionado contra minha nuca. “Tire seu chapéu,” Jules ordenou a Joseph. “Quero ver a expressão no seu rosto quando eu a matar. Você não pode ajudá-la. Tão impotente quanto eu estava para fazer algo quanto ao juramento que prestei para você.”
Joseph deu alguns passos mais para perto. Ele se movia facilmente, mas eu senti sua preocupação firmemente controlada. A arma ficou mais próxima, e eu recuei.
“Dê outro passo e esse será o último suspiro dela,” Jules avisou.
Joseph olhou a distância entre nós, calculando quão rapidamente ele podia cobri-la. Jules viu isso também.
“Não tente,” ele disse.
“Você não vai atirar nela, Chauncey.”
“Não?” Jules apertou o gatilho. A arma fez um clique, e eu abri minha boca para gritar, mas tudo que saiu foi um gemido trêmulo.
“Revólver,” Jules explicou. “As outras cinco câmaras estão carregadas.”
Pronta para usar os movimentos de boxe dos quais está sempre se gabando? Joseph disse para a minha mente.
Minha pulsação estava descontrolada, minhas pernas mal me segurando. “O-o quê?" eu gaguejei. Sem aviso, uma precipitação de poder fluiu por mim. A força estrangeira se expandiu para me preencher. Meu corpo estava completamente vulnerável para o Joseph, toda a minha força e liberdade confiscadas enquanto ele tomava posse de mim. Antes de eu ter tempo de perceber exatamente o quanto essa perda de controle me aterrorizava, uma dor excruciante foi encravada pela minha mão, e eu percebi que Joseph estava usando meu punho para socar Jules. A arma foi solta; ela derrapou pelo chão do ginásio para fora de alcance.
Joseph comandou que minhas mãos batessem em Jules por trás contra as arquibancadas. Jules tropeçou, caindo nelas.
Quando me dei conta, minhas mãos estavam fechando na garganta de Jules, lançando sua cabeça novamente contra as arquibancadas com um estralar alto! Eu o segurei ali, pressionando meus dedos em seu pescoço. Seus olhos arregalaram-se, então inflaram-se. Ele estava tentando falar, movendo seus lábios ininteligivelmente, mas Joseph não o soltou.
Eu não serei capaz de ficar dentro de você por muito mais tempo, Joseph falou para os meus pensamentos. Não é Cheshvan e eu não tenho permissão. Assim que eu for expulso, corra. Entendeu? Corra o mais rápido que puder. Chauncey estará fraco e estupefato demais para entrar dentro da sua cabeça. Corra e não pare.
Um alto som de zumbido saiu de mim, e eu senti meu corpo se descascando do de Joseph.
Os vasos sanguíneos no pescoço de Jules saltaram para fora e sua cabeça caiu para o lado.
Vamos, eu ouvi Joseph o encorajar. Desmaie... desmaie…
Mas era tarde demais. Joseph sumiu de dentro de mim. Ele se fora tão repentinamente, eu fiquei tonta.
Minhas mãos estavam em controle novamente, e elas se libertaram do pescoço de Jules impulsivamente. Ele arfou por ar e pestanejou para mim. Joseph estava no chão há alguns metros, sem se mover.
Eu me lembrei do que Joseph tinha dito e corri a toda velocidade pelo ginásio. Eu me lancei contra a porta, esperando velejar no corredor. Ao invés foi como atingir uma parede. Eu empurrei a barra da porta, sabendo que a porta estava destrancada.
Há cinco minutos eu tinha passado por ela. Eu arremessei todo meu peso contra a porta. Não abria. Eu me virei, a descida da adrenalina fazendo com que meus joelhos tremessem. “Saia da minha mente!” Eu gritei para Jules.
Se levantando para sentar no menor degrau das arquibancadas, Jules massageou sua garganta. “Não,” ele disse.
Eu tentei a porta novamente. Eu levantei meu pé e chutei a barra da porta. Eu bati minhas palmas contra a fenda de janela da porta. “Socorro! Alguém consegue me ouvir? Socorro!”
Olhando sobre meu ombro, eu encontrei Jules mancando na minha direção, sua perna machucada fazendo um grande esforço a cada passo. Eu espremi meus olhos, tentando me focar. A porta se abriria assim que eu encontrasse sua voz e a varresse para fora. Eu procurei cada canto da minha mente, mas não conseguia encontrá-lo. Ele estava em algum lugar profundo, se escondendo de mim. Eu abri meus olhos. Jules estava muito mais perto. Eu ia ter que encontrar outra saída.
Perfurada numa parede acima das arquibancadas estava uma escada de ferro. Ela alcançava a grade de vigas no alto do ginásio. Na ponta mais distante das vigas, na parede oposta, quase diretamente acima de onde eu estava, tinha um canal de ventilação. Se eu conseguisse chegar até ele, eu conseguiria escalar e achar outra saída.
Eu saí correndo a toda velocidade por Jules e até as arquibancadas. Meus sapatos bateram na madeira, ecoando pelo espaço vazio, tornando impossível escutar se Jules estava me seguindo. Eu coloquei meu pé no primeiro degrau da escada e me suspendi. Eu escalei um degrau, então outro. De canto de olho, eu vi o bebedouro de muito abaixo. Estava pequeno, o que queria dizer que eu estava no alto. Muito no alto.
Não olhe para baixo, eu me ordenei. Concentre-se no que está acima. Eu escalei tentativamente mais um degrau. A escada chacoalhou, não soldada propriamente à parede.
A risada de Jules chegou até a mim, e minha concentração escorregou. Imagens de despencação relampejaram na minha mente. Logicamente, eu sabia que ele as estava plantando. Então meu cérebro inclinou-se, e eu não conseguia me lembrar que lado era para cima ou para baixo. Eu não conseguia decifrar quais pensamentos eram meus e quais pertenciam ao Jules. Meu medo era tão grosso que borrava minha visão. Eu não sabia onde eu estava na escada. Meus pés estavam centrados? Eu estava perto de escorregar?
Apertando o degrau com ambas as mãos, eu pressionei minha testa contra meus nós dos dedos. Respire, eu disse a mim mesma. Respire! E então eu ouvi.
O som vagaroso e agonizante de metal rangendo. Eu fechei meus olhos para suprimir um ataque de tontura. Os suportes de metal segurando o alto da escada à parede se soltaram. O resmungo metálico mudou para um lamento agudo enquanto o próximo conjunto de suportes foi arrancado da parede. Eu observei com um grito preso na minha garganta enquanto toda a metade de cima da escada era solta. Prendendo meus braços e pernas ao redor da escada, eu me preparei para cair para trás.
A escada hesitou um momento no ar, pacientemente sucumbindo à gravidade.
E então tudo aconteceu rapidamente. As vigas e claraboias dissiparam-se num borrão vertiginoso. Eu voei para baixo até que, repentinamente, a escada parou. Ela se balançou para cima e para baixo, perpendicular à parede, nove metros acima do chão. O impacto sacolejou as minhas pernas e as soltou, as minhas mãos sendo a minha única ligação com a escada.
“Socorro!” eu gritei, minhas pernas pedalando no ar.
A escada recuou para o lado, caindo mais vários metros. Um dos meus sapatos escorregou do meu pé, ficou preso pelo meu dedão, então caiu. Muito tempo mais tarde, atingiu o chão do ginásio. Eu mordi minha língua enquanto a dor nos meus braços se aprofundava. Eles estavam sendo arrancados de seus encaixes.
E então, através do medo e do pânico, eu ouvi a voz do Joseph. Bloqueie-o. Continue subindo. A escada está intacta.
“Não posso,” eu choraminguei. “Ela vai cair!”
Bloqueie-o. Feche seus olhos. Escute a minha voz.
Engolindo em seco, eu forcei meus olhos a fecharam. Eu me agarrei à voz de Joseph e senti uma superfície vigorosa tomar forma abaixo de mim. Meus pés não estavam mais balançando no ar. Eu senti um dos degraus da escada escavando na planta dos meus pés.
Focando-me com resolução na voz de Joseph, eu esperei até que o mundo se rastejasse de volta ao lugar. Joseph estava certo. Eu estava na escada. Eu estava endireitada, presa à parede. Eu recuperei uma porção de determinação e continuei escalando.
No alto eu relaxei precariamente na viga mais próxima. Eu coloquei meus braços ao redor dela, então balancei minha perna direita para cima e sobre ela. Eu estava encarando a parede, com as minhas costas para o canal de ventilação, mas não havia nada que eu pudesse fazer agora. Muito cuidadosamente, eu me levantei de joelhos. Usando toda a minha concentração, eu comecei a avançar de costas pela expansão do ginásio.
Mas era tarde demais. Jules tinha escalado rapidamente, e estava agora a menos de cinco metros de mim. Ele escalou a viga. Mão sobre mão, ele se arrastou na minha direção. Um corte escuro na parte interior de seu pulso capturou minha atenção. Ele cruzava suas veias num ângulo de noventa graus e era quase preto na cor. Para qualquer outra pessoa, podia ter parecido com uma cicatriz. Para mim, significava muito mais. A conexão familiar era óbvia. Nós dividíamos o mesmo sangue, e isso mostrava nas nossas marcas idênticas.
Ambos estávamos sentados de pernas aberta na viga, sentados cara a cara, três metros de distância.
“Alguma palavra final?” Jules disse.
Eu olhei para baixo, mesmo isso me deixando tonta. Joseph estava muito abaixo no chão do ginásio, imóvel como um morto. Bem então, eu queria voltar no tempo e reviver cada momento com ele. Mais um sorriso secreto, mais uma risada compartilhada. Mais um beijo eletrizante. Achá-lo foi como achar alguém que eu não sabia que estava procurando. Ele tinha chego à minha vida tarde demais, e agora estava partindo cedo demais. Eu lembrei dele me dizendo que desistiria de tudo por mim. Ele já tinha. Ele já tinha desistido de um corpo próprio para que eu pudesse viver.
Eu vacilei acidentalmente, e instintivamente caí mais para me equilibrar.
A risada de Jules transmitiu um sussurro gelado. “Não faz diferença para mim se eu atiro em você ou se você cai para a sua morte.”
“Faz diferença,” eu disse, minha voz baixa, mas confiante. “Você e eu partilhamos o mesmo sangue.” Eu levantei minha mão precariamente, mostrando-lhe minha marca de nascença. “Sou sua descendente. Se eu sacrificar meu sangue, Joseph se tornará humano e você morrerá. Está escrito n’O Livro de Enoque.”
Os olhos de Jules estavam desprovidos de luz. Eles estavam treinados em mim, absorvendo cada palavra que eu falava. Eu podia afirmar pela expressão dele que ele estava pesando as minhas palavras. Um rubor cresceu em seu rosto, e eu soube que ele acreditava em mim. “Você...,” ele cuspiu.
Ele deslizou na minha direção com uma velocidade frenética, simultaneamente esticando a mão para seu cinto para tirar a arma.
Lágrimas surgiram nos meus olhos. Sem tempo para pensar duas vezes, eu me atirei da viga.


Momento tenso hein AÇLSKJAÇSJ, amei esse layout da Thais, tava esperando apenas ela disponibilizar. Agora sim to satisfeita. Então, vim aqui perguntar para você se querem hot, A Becca, escritora do livro não escreveu nenhum hot no livro, mas eu já tenho um quase pronto se vocês comentarem querendo eu posto. Lembrando que será minha autória. Ai divido os capítulo e já vou treinando para próximas fanfics depois de hush hush. Não esqueçam de votar na enquete. Opinião de vocês é muito importante. Enfim é isso. Não sei quando irei postar novamente, amanhã ou depois, depende dos comentários. Então boa noite e até o próximo <33

Respondendo aos comentários:

Thais: Então, ninguém imagina açlsaçlsçals, sim, eles estão apaixonados awwn. Joe apareceu e Demi pulou. Curiosa? çalsaçlsaçlsas. Postei. Beijooos
Amantes Do Kidrauhl: Visitei lá, você escreve bem, meus parabéns. Amo a Ariana ><, não gosto muito do Justin, não me julguem u_u, masss é muito interessante. Volte sempre. Beeijos

27 de jul de 2013

Capítulo 29


Cinco minutos vieram e passaram. Dez minutos se transformaram em vinte. Eu lutei para ignorar o sentimento de arrepiar de que estava sob vigilância. Olhei para as sombras que circundavam da escola.
Por que o Joseph estava demorando tanto? Eu misturei algumas teorias, sentindo mais desconfortável nesse momento. E se o Joseph não conseguisse encontrar a Miley? O que aconteceria quando o Joseph encontrasse o Eliot? Eu não acho que o Elliot é mais poderoso que o Joseph, mas há sempre uma chance – se Elliot tivesse o elemento surpresa.
O telefone no meu bolso tocou e eu pulei de susto.
“Eu vejo você,” Elliot disse quando eu atendi. “Sentada aí no carro.”
“Onde você está?”
“Observando da janela do segundo andar. Estamos jogando aqui dentro.”
“Eu não quero jogar.”
Ele finalizou a chamada.
Com meu coração na garganta, eu saí do carro. Olhei para as janelas escuras da escola. Não achava que o Elliot soubesse que o Joseph estava lá dentro. Sua voz estava impaciente, não raivosa ou irritada. Minha única esperança era que o Joseph tivesse um plano e tivesse certeza que nada aconteceria comigo ou com a Miley. A Lua estava mais nublada e com uma sombra de medo eu andei em direção à porta leste. Eu dei um passo dentro da semiescuridão. Meus olhos demoraram alguns segundos para fazer alguma coisa com a iluminação do poste que passava pela janela e terminava na metade de cima da porta. As tiras do assoalho refletiam um brilho seroso. Armários estavam alinhados dos dois lados do corredor, parecendo soldados robôs dormindo. No lugar de um sentimento de paz e quietude, as salas radiavam uma ameaça escondida.
As luzes de fora iluminavam os primeiros passos no corredor, mas depois disso, eu não conseguia ver mais nada. Do lado de dentro da porta havia um painel de interruptores de luz, eu os liguei. Nada aconteceu. Já que a energia estava funcionando lá fora, eu sabia que a eletricidade tinha sido cortada por uma mão. Eu me perguntei se isso era parte do plano do Elliot. Eu não conseguia vê-lo e nem a Miley. Também não vi o Joseph. Eu teria que
fazer meu caminho através de cada sala na escola, fazendo um jogo de eliminação até que eu o encontrasse. Juntos nós poderíamos achar a Miley.
Usando as paredes como guia, eu rastejei para frente. Em qualquer dia da semana, eu passava nesse trecho de corredor várias vezes, mas na escuridão de repente pareceu estranho. E mais comprido. Muito comprido. Na primeira interseção eu avaliei mentalmente meu ambiente. Virar a esquerda me levaria aos escritórios administrativos, bem como para a escada dupla. Eu continuei em frente, me aprofundando na escola, em direção as salas de aulas.
Meu pé ficou preso em alguma coisa e antes que eu pudesse reagir, eu me alastrei no chão. A luz cinza nebulosa filtrada por uma claraboia diretamente acima enquanto a Lua saia por entre as nuvens, iluminou as características do corpo que eu tropecei. Jules estava de costas, sua expressão fixa em um olhar perdido. Seu cabelo longo e loiro estava emaranhado em seu rosto, suas mãos caídas ao seu lado. Eu fiquei de joelhos e cobri minha boca, ofegante. Minhas pernas tremiam com a adrenalina. Muito devagar, eu coloquei a palma da minha mão no peito do Jules. Ele não estava respirando. Ele estava morto.
Eu fiquei em pé e engasguei com um grito. Eu queria chamar o Joseph em voz alta, mas isso daria minha localização para o Elliot – isso se ele ainda não sabia. Eu percebi que ele poderia estar metros daqui, me observando enquanto seu jogo perverso se desdobrava.
A iluminação que vinha de cima enfraqueceu e eu fiz uma pesquisa frenética no corredor. Mais corredor sem fim se estendia a minha frente. A biblioteca era em cima, um pequeno lance de escadas a minha esquerda. As salas de aula começavam a direita. Num momento de decisão dividida, eu escolhi a biblioteca, tateando pelos corredores enegrecidos para me afastar do corpo do Jules. Meu nariz escorreu e eu percebi que estava chorando silenciosamente. Por que Jules está morto? Quem o matou? Se Jules está morto, a Miley também está?
As portas da biblioteca estavam destrancadas e eu entrei. Passando pelas prateleiras de livros, no final da biblioteca, havia três pequenas salas de estudo. Eles eram a prova de som; se o Elliot quisesse isolar a Miley, as salas eram o lugar ideal para colocá-la.
Eu estava começando a ir em direção às salas quando um gemido masculino ecoou pela biblioteca. Eu cheguei a um impasse. As luzes do corredor se acenderam, iluminando a escuridão da biblioteca. O corpo do Elliot estava caído alguns metros a frente, sua boca estava repartida, sua pele estava cinzenta. Seus olhos rolaram em minha direção e ele ergueu um braço para mim. Um grito estridente escapou de mim. Girando, eu corri para as portas da biblioteca, jogando e chutando as cadeiras que estavam no caminho. Corra! Eu ordenei a mim mesma. Vá para a saída!
Eu cambaleei para fora das portas, foi quando as luzes do corredor se apagaram, mergulhando tudo novamente na escuridão.
“Joseph!” eu tentei gritar. Mas minha voz chamou e eu fiquei engasgada no seu nome.
Jules estava morto. Elliot estava quase morto. Quem os tinha matado? Quem tinha sobrado? Eu tentei dar algum sentido ao que estava acontecendo, mas toda razão havia me escapado.
Um empurrão nas minhas costas me tirou o equilibro. Outro empurrão me fez voar para o lado. Minha cabeça bateu em um armário, me assombrando.
Um feixe de luz cruzou minha visão e um par de olhos negros atrás de uma máscara de esqui entrou em foco. A luz vinha de uma lanterna de mina presa acima da máscara.
Empurrei para cima e tentei correr. Um dos seus braços disparou, barrando minha escapada. Ele ergueu seu outro braço, me prendendo contra o armário.
“Você achou que eu estava morto?” Eu podia ouvir o sorriso triunfante e gelado em sua voz. “Eu não podia perder a última oportunidade de brincar com você. Diverte-me. Quem você achou que fosse o cara mau? Elliot? Ou passou pela sua mente que sua melhor amiga poderia ter feito isso? Estou ficando quente, não? Isso é o que acontece com o medo. Trás o que há de pior em nós.”
“É você.” Minha voz crepitou.
Jules arrancou a lanterna e a máscara de esqui. “Em carne e osso.”
“Como você fez isso?” eu perguntei com a voz ainda tremendo. “Eu vi você. Você não estava respirando. Você estava morto.”
“Você está me dando muito crédito. Foi tudo você Demi. Se sua mente não fosse tão fraca, eu não conseguiria ter feito nada. Estou fazendo você se sentir mal? É desanimador saber que de todas as mentes que eu invadi, a sua está no topo da lista das mais fáceis? E mais divertida?”
Eu lambi os lábios. Minha boca tinha um gosto estranho, uma combinação de seca e pegajosa. Eu podia sentir o cheiro de medo na minha respiração. “Onde está a Miley?”
Ele bateu no meu rosto. “Não mude de assunto. Você deveria realmente aprender a controlar seu medo. Medo mina a lógica e abre várias oportunidades para pessoas como eu.”
Este era um lado do Jules que eu nunca tinha visto. Ele foi sempre tão quieto, tão taciturno, radiando uma completa falta de interesse em qualquer um a sua volta. Ele ficava ao fundo, demandando pouca atenção, pouca suspeita. Muito inteligente da parte dele, eu pensei.
Ele agarrou meu braço e empurrou-me atrás dele.
Eu o agarrei e torci o corpo e ele levou seu punho no meu estômago. Eu tropecei para trás, procurando por um ar que não vinha. Meu ombro arrastou para baixo um armário até que eu sentei e dobrei no chão. Uma faixa de ar desceu na minha garganta e eu engasguei com ele.
Jules tocou os arranhões que minhas unhas tinham deixado em seu antebraço. “Isso vai custar caro para você.”
“Por que você me trouxe aqui? O que você quer?” Eu não conseguia evitar a histeria na minha voz.
Ele me levantou pelo braço e me arrastou mais fundo no corredor. Chutando uma porta para abrir, ele me empurrou para dentro e eu caí, as palmas das minhas mãos colidiram contra o chão duro. A porta bateu atrás de mim. A única luz vinha da lanterna que o Jules segurava.
O ar tinha os odores familiares de produtos químicos e pó de giz. Pôsteres de corpo humano e seções transversais de células humanas decoravam a parede. Um grande balcão de granito com uma pia ficava a frente do cômodo. Estava de frente para várias mesas de granito parecidas. Nós estávamos dentro da ala de biologia do Treinador McConaughy.
Um lampejo de metal passou pelos meus olhos. Um bisturi estava no chão, enfiado na lixeira. Deve ter sido negligenciado pelo Treinador e pelo zelador. Enfiei-o na cintura da minha calça enquanto o Jules me colocava em pé.
“Eu tive que cortar a eletricidade,” ele disse, colocando a lanterna na mesa mais próxima. “Você não pode brincar de esconde-esconde na claridade.”
Raspando duas cadeiras pelo chão, ele as posicionou uma de frente para outra. “Sente-se.” Não parecia um convite.
Meus olhos dispararam para o painel de janelas que abrangia a parede mais distante. Eu me perguntei se eu conseguiria abrir uma e escapar antes do Jules me pegar.
Entre mil outros pensamentos de autopreservação, eu disse a mim mesma para não parecer assustada. Em algum lugar no fundo da minha mente eu me lembrei dos conselhos das aulas de autodefesa que eu fiz junto com a mamãe depois que meu pai morreu. Fazer contato visual... Parecer confiante... Usar o senso comum... Tudo mais fácil falar do que fazer.
Jules me empurrou pelo ombro, forçando-me a sentar na cadeira. O metal frio escoou pelo meu jeans.
“Dê-me seu celular,” ele ordenou, ergueu a mão para esperar por isso.
“Eu deixei no carro.”
Ele sorriu. “Você quer realmente fazer joguinho comigo? Eu tenho sua melhor amiga trancada em algum lugar no prédio. Se você fizer joguinhos comigo, ela vai se sentir excluída. Eu terei que pensar em um jogo extra especial para fazer com ela.”
Eu tirei meu telefone e passei para ele.
Com uma força sobre humana ele o partiu ao meio. “Agora somos apenas nós dois.” Ele deixou-se cair na cadeira que estava na minha frente e esticou suas pernas luxuosamente. Um dos braços pendia no encosto da cadeira. “Vamos conversar Demi.”
Eu pulei da cadeira. Jules me enganchou pela cintura antes que eu pudesse dar quatro passos e me jogou de volta na cadeira.
“Eu costuma ter cavalos,” ele disse. “Há muito tempo atrás na França, eu tinha um estábulo com lindos cavalos. Os cavalos espanhóis eram meus favoritos. Eles eram capturados ainda selvagens e trazidos direto para mim. Em semanas eu os domava. Mas sempre havia um cavalo raro que se recusava a ser domado. Você sabe o que eu fazia com o cavalo que se recusava a ser domado?”
Eu estremeci em resposta.
“Coopere e você não terá nada a temer,” ele disse.
Em nenhum momento eu acreditei nele. O brilho em seus olhos não era de sinceridade.
“Eu vi o Elliot na biblioteca.” Eu estava surpresa pela hesitação na minha voz. Eu não gostava ou confiava no Elliot, mas ele não merecia morrer vagarosamente e com dor. “Você o machucou?”
Ele chegou mais perto, como se fosse dividir um segredo. “Se você for cometer um crime, nunca deixe evidência. Elliot tem sido uma parte integral de tudo. Ele sabia muito.”
“É por isso que estou aqui? Por causa da reportagem que eu achei sobre a Kjirsten Halverson?”
Jules sorriu. “Elliot deixou de mencionar que você sabe sobre a Kjirsten.”
“O Elliot a matou... ou foi você?” Perguntei com uma onda fria de inspiração.
“Eu tinha que testar a lealdade do Elliot. Eu tirei o que era mais importante. Elliot estava na Kinghorn com bolsa e ninguém o deixava esquecer sobre isso. Até que eu cheguei. Eu fui seu benfeitor. No fim, ele tinha que escolher entre eu e a Kjirsten. Mais sucintamente, escolher entre dinheiro e amor. Aparentemente não há prazer em ser pobre entre os príncipes. Eu o comprei e foi quando eu soube que eu poderia contar com ele quando fosse hora de lidar com você.”
“Por que eu?”
“Você ainda não percebeu?” A luz destacava a crueldade em seu rosto, criando a ilusão de que seus olhos tinham mudado para a cor de prata derretida. “Eu tenho brincado com você. Fazendo de você uma marionete. Usando você como representante, porque a pessoa que eu quero realmente ferir não pode ser ferida. Você sabe quem é essa pessoa?”
Todos os nós do meu corpo pareciam desfeitos. Meus olhos perderam o foco. O rosto do Jules parecia uma pintura impressionista – borrada nos cantos, sem detalhes. O sangue foi drenado da minha cabeça e senti que eu começava a escorregar da cadeira. Eu já tinha me sentido assim vezes suficientes para saber do que eu precisava: ferro. E rápido.
Ele deu um tapa no meu rosto novamente. “Foco. De quem estou falando?”
“Eu não sei.” Eu não conseguia que minha voz fosse mais que um sussurro.
“Você sabe por que ele não pode ser ferido? Porque ele não tem um corpo humano. Seu corpo carece de sensação física. Se eu o trancasse e o torturasse, não valeria a pena. Ele não pode sentir. Nem um pouquinho de dor. Com certeza você tem um palpite agora? Você tem passado muito tempo com essa pessoa. Por que está tão silenciosa Demi? Você não consegue descobrir?”
Uma gota de suor desceu nas minhas costas.
“Todo ano no começo do mês Hebreu do Cheshvan, ele toma o controle do meu corpo. Duas semanas inteiras. Isso é quanto tempo eu perco o controle. Sem liberdade, sem escolha. Eu não posso ter o luxo de escapar durante essas duas semanas, emprestando meu corpo e voltar quando tiver tudo acabado. Então eu seria capaz de me convencer que aquilo não estava acontecendo realmente. Não. Ainda estou aqui, um prisioneiro dentro do meu próprio corpo, vivendo cada momento disso,” ele disse num tom monótono. “Você sabe como é sentir-se assim? Você sabe?” ele gritou.
Eu mantive minha boca fechada, sabendo que falar poderia ser perigoso. Jules riu, uma rajada de ar entre seus dentes. Soou mais sinistro do que qualquer coisa que eu já tinha ouvido.
Ele disse, “Fiz um juramento permitindo ele tomar posse do meu corpo durante o Cheshvan. Eu tinha dezesseis anos de idade.” Ele encolheu os ombros, mas foi um movimento rígido. “Ele enganou-me para jurar me torturando. Depois, ele me disse que eu não era humano. Você acredita? Não humano. Ele me disse que minha mãe, uma humana, dormiu com um anjo caído.” Ele sorriu odiosamente, suor salpicava sua testa. “Eu mencionei que eu herdei algumas características do meu pai? Assim como ele, eu sou um enganador. Eu faço você ver mentiras. Eu faço você escutar vozes.”
Assim. Você pode me ouvir Demi? Você ainda está amedrontada?
Ele deu um tapinha na minha testa. “O que está acontecendo aí Demi? Terrivelmente quieto.”
Jules era Chauncey. Ele era Nephilim. Lembrei-me da minha marca de nascimento e o que a Ashley tinha me contado. Jules e eu dividimos o mesmo sangue. Nas minhas veias tinha o sangue de um monstro. Eu fechei meus olhos e uma lágrima escapou.
“Lembra-se da primeira noite que nos conhecemos? Eu pulei na frente do carro que você estava dirigindo. Estava escuro e tinha neblina. Você já estava no limite, o que ficou muito mais fácil para enganá-la. Eu gostei de te assustar. Foi a primeira noite que tive gosto para isso.”
“Eu deveria ter percebido que era você,” eu sussurrei. “Não existem tantas pessoas tão altas quanto você.”
“Você não está escutando. Eu posso fazer você ver qualquer coisa que eu queira. Você realmente acha que eu esqueceria um detalhe que me condenava como minha altura? Você viu o que eu quis que você visse. Você viu um homem indescritível em uma máscara de esqui preta.”
Fiquei sentada lá, sentindo uma pequena rachadura no meu terror. Eu não estava louca. Jules estava por trás de tudo isso. Ele pode criar jogos mentais porque seu pai era um anjo caído e ele herdou o poder. “Você não revistou meu quarto de verdade,” eu disse. “Você apenas fez com que eu pensasse que você o fez. É por isso que ele ainda estava em ordem quando a polícia chegou.”
Ele aplaudiu devagar e deliberadamente. “Você quer saber qual foi a melhor parte? Você poderia ter me bloqueado. Eu não poderia ter tocado sua mente sem sua permissão. Eu fui chegando e você nunca resistiu. Você foi fraca. Você foi fácil.”
Tudo isso fazia sentido e no lugar de sentir um breve momento de alívio, eu percebi o quão susceptível eu era. Eu fui despida. Não havia nada que impedisse Jules de me arrastar para seus jogos mentais, a menos que eu aprendesse a bloqueá-lo.
“Imagine-se em meu lugar,” Jules disse. “Seu corpo sendo violado ano após ano. Imagine um ódio muito forte que nada além de vingança pode curá-lo. Imagine despender grandes somas de energia e recursos para ficar de olho no seu objeto de vingança, esperando pacientemente pelo momento quando o destino lhe apresentou não apenas uma oportunidade, mas uma em que a balança está ao seu favor.” Seus olhos se prenderam aos meus. “Você é essa oportunidade. Se eu a ferir, eu vou ferir o Joseph.”
“Você está superestimando meu valor com o Joseph,” eu disse, com o suor frio descendo pela linha do meu cabelo.
“Eu estou de olho no Joseph há séculos. No último verão ele fez sua primeira viajem para sua casa, porém, acho que você não percebeu. Ele a seguiu quando você foi fazer compras algumas vezes. De vez em quando ele fez uma viagem especial, saindo do seu caminho habitual, para te encontrar. Então ele se matriculou na sua escola. Eu não pude evitar a não ser me perguntar: o que você tem de tão especial? Fiz um esforço para descobrir. Tenho te observado há algum tempo já.”
Nenhum temor se apoderou de mim. Nesse momento eu soube que nunca foi a presença do meu pai que eu sentia, seguindo-me como um guardião fantasma. Era o Jules. Eu sentia a mesma presença sobrenatural gelada agora, só que amplificada umas cem vezes.
“Eu não queria despertar suspeitas no Joseph para ele recuar,” ele continuou. “Foi quando o Elliot deu um passo a frente e não demorou muito para que ele me dissesse o que eu já tinha adivinhado. Joseph está apaixonado por você.”
Tudo se encaixou. Jules não estava doente na noite que ele desapareceu no banheiro masculino no Delphic. E ele não ficou doente na noite que fomos ao Borderline. Tudo isso pelo simples fato de que ele precisava se manter invisível para o Joseph. No momento que o Joseph o visse, tudo estaria acabado. Joseph saberia que Jules – Chauncey – estava tramando alguma coisa. Elliot era os olhos e ouvidos do Jules, levando as informações para ele.
“O plano é te matar na viagem para o acampamento, mas Elliot falhou ao te convencer a ir,” Jules disse. “Hoje mais cedo, eu te segui depois que você saiu do Blind Joe’s e atirei em você. Imagine minha surpresa quando eu descobri que matei uma mendiga vestida com seu casaco. Mas deu tudo certo.” Seu tom era relaxado. “Aqui estamos.”
Eu me mexi no assento e o bisturi escorregou mais para dentro do meu jeans. Se eu não fosse cuidadosa, ele escaparia do meu alcance. Se Jules me forçasse a ficar em pé, talvez ele deslizasse pelas minhas pernas. E aí seria o fim.
“Deixe-me adivinhar o que você está pensando,” Jules disse, ficando em pé e começou a passear na frente da sala. “Você está começando a desejar que você nunca tivesse conhecido o Joseph. Você deseja que ele nunca tivesse se apaixonado por você. Vá em frente. Ria da posição em que ele te colocou. Ria da sua própria escolha ruim.”
Ouvir o Jules falar sobre o amor de Joseph me encheu de esperança irracional.
Eu tirei o bisturi da calça e pulei da cadeira. “Não chegue perto de mim! Eu vou te esfaquear. Eu juro que vou!”
Jules fez um som gutural e arremessou seu braço para o balcão na frente da sala. Provetas de vidro se quebraram batendo contra o quadro negro, papéis caíam. Ele caminhou em minha direção. Em pânico, eu ergui o bisturi o mais forte que pude. O bisturi encontrou a palma de sua mão, cortando sua pele. Jules sibilou e recuou. Sem esperar, eu mergulhei o bisturi em sua coxa. Jules ficou pasmo com o metal que saía de sua perna. Ele arrancou-o usando as duas mãos, seu rosto se contorcia de dor. Ele abriu suas mãos e o bisturi caiu e fez barulho.
Ele deu um passo hesitante em minha direção. Eu gritei e me esquivei fugindo, mas meu quadril bateu na quina da mesa; eu perdi o equilíbrio e tombei. O bisturi estava a alguns metros de distância. Jules me virou de barriga para baixo e montou nas minhas costas. Ele pressionou meu rosto no chão, batendo meu nariz e abafando meus gritos.
“Boa tentativa,” ele grunhiu. “Mas isso não vai me matar. Eu sou um Nephilim. Eu sou imortal.”
Eu tentei agarrar o bisturi, cavando meus dedos no chão para me esticar naqueles últimos centímetros vitais. Meus dedos se atrapalharam. Eu estava tão perto e então o Jules me puxou de volta. Eu ergui meu calcanhar com muita força entre suas pernas; ele urrou e caiu de lado. Eu fiquei em pé meio cambaleando, mas Jules tinha rolado para a porta ficando ajoelhado entre mim e ela. Seu cabelo caía em seus olhos. Gotas de suor escorriam em seu rosto. Sua boca estava torta, um lado curvado para cima pela dor. Cada músculo do meu corpo estava pronto para entrar em ação.
“Boa sorte ao tentar escapar,” ele disse com um sorriso cínico que pareceu necessitar de muito esforço. “Você vai ver o que eu quiser.” Então ele caiu no chão.


Boa noite pessoal. Estou tão satisfeita com minha internet, fizemos as pazes szsz kk
Bom falta 2 capítulos pra acabar, vou postar o penultimo amanhã ou hoje mais tarde se tiver alguns comentarios. Anyway, estou in love ainda com esse lay mas seilá kkk to meia tagarela porque acabei de tomar café e não sou acostumada a tomar então fico agitada e tudo mais kkkk beeijos e até o próximo <33

Respondendo aos comentários:
tori diva da praia ಌ : Muito obrigada por me aceitar e pelo seu comentário. Volte sempre. Beijos sz
Thais: Joseph corajoso é oque há ÇSLAÇSLAÇLS eu tambem imaginei esse beijo deles e foi tudo ÇALSLASÇLASÇLAÇSL postei, beeeijos <33